Mundo
13/10/2008 - 08h14

McCain diz que "dará chicotada" em Obama no último debate presidencial

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colaboração para a Folha Online

Os tempos de tom ameno parecem ter acabado. Um dia depois de pedir que seus partidários respeitassem Barack Obama, o candidato republicano à Casa Branca, John McCain, disse que vai dar uma "chicotada vocês sabem onde" no democrata na quarta-feira (15), quando acontece o último de três debates presidenciais.

"Nós vamos gastar muito tempo e depois que eu chicotear o você-sabe-o-que dele, nós vamos voltar aos resultados de 24 de julho", disse McCain, em uma referência a expressão muito utilizada na língua inglesa para dizer que vai derrotar alguém, "whip his ass".

Carlos Barria/-12out.08Reuters
Republican presidential nominee Senator John McCain (R-AZ) greets supporters as he arrives at the campaign headquarter in Arlington, Virginia October 12, 2008. REUTERS/Carlos Barria (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
John McCain cumprimenta apoiadores ao chegar no seu escritório de campanha

McCain enfrentará Obama na Universidade Hofstra, em Hempstead, Nova York. O tema da noite será economia e as perguntas serão moderadas pelo jornalista Bob Schieffer, em formato similar ao do primeiro debate presidencial.

O republicano interrompeu sua agenda de campanha para fazer um discurso no domingo à sua equipe de campanha na Virgínia, na tentativa de inflar os ânimos dos funcionários e voluntários e estimular novos esforços na campanha contra o democrata Obama, diante dos cenários desanimadores das pesquisas a pouco mais de três semanas das eleições de 4 de novembro.

O senador por Arizona disse que ele e a companheira de chapa, Sarah Palin, estavam viajando por Estados muito disputados e intensificarão o esforço depois do último debate.

"Nós estamos alguns pontos atrás, OK, nacionalmente, mas nós estamos bem neste jogo", disse o senador. "A economia nos prejudicou um pouco nas últimas duas ou três semanas, mas nos últimos dias nos vimos isso tudo virar porque eles querem experiência, eles querem conhecimento e eles querem visão. Nós daremos isso a América".

O democrata Obama consolidou sua vantagem nas pesquisas desde que a crise financeira estourou nos Estados unidos, transferindo para as pesquisas de intenção de voto a vantagem do senador por Illinois como candidato visto pelos eleitores como o mais apto para lidar com a economia.

Reconhecendo o ponto forte do rival, McCain e Palin pareceram tentar distrair as atenções dos eleitores da crise financeira, lançando duros ataques e acusações ao democrata e questionando "quem é o real Obama".

Palin fez campanha no sudeste de Ohio neste domingo e amenizou o tom dos ataques, mas lembrou à platéia dos comentários de Obama durante a campanha das primárias, quando afirmou que as pessoas que vivem dificuldades financeiras são amargas e se apegam às armas e religião.

Diante de sua equipe, McCain comentou ainda o fato de muitos analistas conservadores criticarem sua estratégia de campanha negativa contra Obama. Alguns republicanos influentes em Estados onde a disputa presidencial é muita acirrada criticaram o desempenho do senador nas pesquisas e a pouca influência de seus duros ataques nas intenções de voto.

Pesquisas realizadas por emissoras de televisão depois dos primeiros dois debates mostram que Obama venceu ambos, o que aumenta a pressão sobre McCain para o encontro de quarta-feira.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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