Mundo
13/10/2008 - 09h23

Obama tem dez pontos percentuais sobre McCain, aponta pesquisa

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da Reuters, em Washington
colaboração para a Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, mantém liderança significativa sobre seu rival republicano, John McCain, às vésperas do último debate presidencial e com apenas três semanas para a eleição de 4 de novembro.

Segundo pesquisa do jornal "Washington Post"/ABC divulgada nesta segunda-feira, Obama tem 53% das intenções de voto contra 43% do rival republicano, uma margem atribuída à grave crise financeira dos Estados Unidos e à imagem do senador democrata como mais apto a lidar com a situação.

AP/Efe
John McCain/Barack Obama
Republicano John McCain (esq.) continua atrás do democrata Barack Obama (dir) na corrida pela Presidência americana

A sondagem aponta ainda que 64% dos eleitores vêem Obama favoravelmente, um aumento de seis pontos percentuais em apenas um mês. Para McCain, o cenário é significativamente menos positivo --52% vêem o republicano favoravelmente, uma queda de 7 pontos percentuais no mesmo período.

Esta melhora na imagem democrata, aponta o instituto, é em parte resultado do desempenho do democrata no último debate presidencial, realizado no dia 15 de setembro.

Quase um terço dos eleitores têm opinião mais favorável do senador por Illinois por conta de seu desempenho no debate, contra apenas 8% que disseram vê-lo de maneira desfavorável por causa do confronto. De maneira geral, embora a mídia tenham apontado um confronto sem grandes conquistas e empatado entre os senadores, as pesquisas realizadas com espectadores dão ao democrata a vitória dos dois debates.

No caso do republicano McCain, segundo sondagem "Post", apenas 12% têm uma opinião mais positiva sobre o senador de Arizona após o debate contra 26% disseram que o confronto piorou sua visão sobre o republicano.

A pesquisa "Post"/ABC aumenta a pressão sobre McCain para o último debate entre ambos, marcado para quarta-feira na Universidade Hofstra, em Hempstead, Nova York. Será a última grande oportunidade de McCain provar aos eleitores que também é capaz de retomar a aceleração econômica antes da eleição de 4 de novembro.

Crítica

Assim como alguns membros do Partido Republicano, os eleitores também criticam McCain por atacar seu adversário em vez de lidar com as questões importantes para o país. Segundo a sondagem, mais da metade dos entrevistados, 59%, disse que o senador tem se preocupado demais em atacar Obama. Em agosto, 48% dos entrevistados tinha essa opinião.

Do outro lado, 68% dos eleitores disseram que Obama está tratando das questões do país durante a pior crise financeira desde a Grande Depressão.

Em impostos, tema que McCain destaca constantemente, dizendo que o rival vai aumentar a carga tributária, Obama ganhou liderança significativa. Segundo a sondagem, Obama lidera com 52% das indicações contra 41% como candidato mais confiável para lidar com o tema.

No final de setembro, os candidatos estavam praticamente empatados, com 48% para Obama contra 46% de McCain.

A pesquisa consultou 1.101 pessoas, incluindo 945 eleitores registrados, e foi realizada entre 8 e 11 de outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos para a amostra total e de 3,5 pontos percentuais para a amostra de 766 prováveis eleitores.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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