Obama e McCain disputam eleitores de Ohio
colaboração para a Folha Online
A três semanas da eleição presidencial americana, os candidatos, democrata Barack Obama e republicano John McCain, investem de maneiras diferentes na disputa por Ohio, um dos Estados considerados cruciais na votação.
Obama passou o domingo indo de porta em porta, conversar com os eleitores. McCain, que estava na Virgínia conversando com a equipe, mandou Palin para um discurso no sudeste do Estado repleto de ataques ao rival democrata.
Confira a tendência de voto em cada Estado
Segundo uma média de pesquisas divulgada pela rede de televisão CNN, os dois senadores estão em uma disputa acirrada no Estado no qual todo candidato republicano que chegou à Casa Branca venceu.
Obama lidera por apenas três pontos percentuais, com 49% contra 46% de McCain. Outros 5% continuam indecisos sobre quem escolherão nas urnas de 4 de novembro. Em 9 de outubro, a média da CNN em Ohio apontava liderança pouco maior do democrata, 50% contra 46%. Em 21 de setembro, a margem era ainda menor, de apenas um ponto, com 47% to 46% do republicano.
O que dificulta a disputa pelos eleitores --e 20 votos eleitorais-- do Estado é que as áreas rurais são redutos conservadores, onde os escritórios republicanos mostram placas nas janelas com frases a favor do porte de armas e contra o aborto. Já na área urbana, com eleitores mais jovens e liberais, o democrata tem clara vantagem.
Abraços
| Jim Young/Reuters |
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| Candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, passa de porta em porta em Ohio para conversar com os eleitores do Estado |
Para reforçar sua imagem de candidato que se preocupa com os eleitores e entende os problemas da classe média, Obama se juntou aos milhares de voluntários no Estado e, neste domingo, bateu de porta em porta para conversar com os eleitores.
O senador democrata passeou pelas ruas de Lincoln Green, em Holland, por quase uma hora. Alguns eleitores ficaram surpresos de vê-lo, como Sue Sekel, 43, que estava limpando sua casa quando ele chegou.
"O dia que eu tiro para limpar os ventiladores de teto, isso acontece", disse Sekel, que falou a Obama que votou antecipadamente, mas não revelou em quem.
"Eu aprecio isso", respondeu o democrata, segundo relato do jornal "The New York Times".
Obama aproveitou para reiterar sua proposta de cortar impostos para 95% das famílias americanas e depois se despediu. "Eu tenho que me preparar para o debate, mas foi um ótimo exercício", disse.
Obama enfrenta o rival republicano no terceiro e último debate presidencial nesta quarta-feira, em Nova York. O tema será economia, assunto que, como esperado, dominou também os dois primeiros encontros.
Caras maus
| Scott McCloskey/AP |
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| Candidata republicana a vice, Sarah Palin, apela para seu perfil conservador e ataca o rival democrata Barack Obama |
Em um evento mais tradicional, a candidata a vice republicana, Sarah Palin, discursou em comício para centenas de eleitores. Ela pareceu manter a estratégia republicana da última semana, na qual desviam a atenção dos eleitores da crise econômica para o passado de Obama.
Depois de ter dito que Obama "convive com terroristas", ela amenizou o tom e falou de maneira genérica sobre "os caras maus". Um homem na platéia pareceu perceber a deixa e gritou: "Obama ama os terroristas".
Ela lembrou que Obama, diferentemente dela, votou a favor do aborto, um assunto especialmente delicado em uma região tão conservadora. "Eu não estou sendo negativa. Mas, por favor, chequem seu histórico", disse Palin. Um homem na platéia gritou: "assassino".
Destacando seu registro ultraconservador, Palin afirmou que Obama não entende lugares como este.
"Eu amo "Pequena Cidade dos EUA" por causa de seu trabalho duro, boas famílias americanas. Vocês não entendem isso", disse Palin, lembrando o comentário de Obama durante as primárias de que as pessoas em situação econômica complicada são amargas e se apegam às armas e religião.
"É este conservadorismo do bom senso que é John McCain. Os americanos não podem arcar com outro grande gastador na Casa Branca", disse.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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