Mundo
13/10/2008 - 14h47

Comissário despedido por Palin comemora investigação

Publicidade

da Efe, em Washington

O ex-comissário de segurança pública do Alasca, Walter Monegan, disse nesta segunda-feira que se sente aliviado pelo resultado da investigação que conclui que a governadora e candidata a vice republicana, Sarah Palin, abusou de seu poder quando o exonerou do cargo.

O Comitê Legislativo do Alasca concluiu na sexta-feira (10) que Palin ordenou a saída de Monegan porque ele resistiu a pressões para despedir Michael Wooten, um agente da polícia estadual que na época estava se divorciando da irmã de Palin.

"Nunca questionei minha dispensa, que ocorreu dentro da lei. Não questionei o fato de ter sido despedido, mas as razões pelas quais fui", explicou Monegan em entrevista ao programa Today da rede de televisão NBC.

Carlos Barria/Reuters
Republican vice presidential nominee Alaska Governor Sarah Palin attends at a rally in Waukesha, Wisconsin October 9, 2008. An Alaska ethics inquiry found that Palin abused the power of her office by dismissing the state's public safety commissioner, a report released on October 10, 2008 said. REUTERS/Carlos Barria/Files (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Candidata a vice republicana, Sarah Palin, nega que o relatório tenha comprovado acusação de abuso de poder no governo

O relatório indicou que Palin extrapolou suas funções ao despedir Monegan, e abusou de seu poder ao tentar usar seu cargo para que Wooten fosse despedido e ao permitir que seu marido, Todd, utilizasse recursos do governo estadual com os mesmos fins.

O ex-comissário de segurança pública do Alasca não disse se vai tomar medidas legais contra a governadora ou o Estado. "Me sinto aliviado. Minha mulher e eu passamos por muito. Não é questão de vingança", afirmou Monegan.

A campanha republicana alegou que Palin agiu dentro dos limites de sua autoridade e da lei, e afirmou que a investigação teve caráter "político" e foi dirigida por partidários do candidato democrata, Barack Obama.

Apesar das tentativas da campanha republicana de atenuar o dano causado pela investigação, Monegan considera que o relatório significou "um forte golpe à credibilidade" de Palin, e mais ainda a suas promessas de transparência em suas gestões.

Inicialmente, Palin aceitou as investigações. Contudo, desde que foi anunciada para a chapa republicana, ela nega as acusações e não fala sobre o assunto --ela inclusive se recusou a depor durante o processo.

Neste sábado, questionada sobre o resultado da investigação, ela se confundiu. "Eu fico feliz que o relatório tenha mostrado que não houve atividade ilegal ou antiética na minha escolha de substituir o comissário", disse.

"Um processo partidário que foi levado por legisladores que não ficaram muito felizes com nada que eu fiz durante meu governo, este processo agora acabou, com a descoberta que eu não fiz nada fora da lei ao substituir o comissário", afirmou a repórteres na Pensilvânia.

Lembrada por um repórter sobre a confirmação da acusação pelo tribunal, Palin --cada vez mais conhecida por suas respostas prontas e que tem pouco a ver com as perguntas-- reiterou: "não houve abuso de autoridade na demissão do oficial Wooten." "De fato, lembrem, policial Wooten ainda está na tropa do Alasca, que fica a cargo do comissário e do pessoal do Departamento de Segurança Pública que decide quem merece usar um distintivo ou carregar uma arma no Estado do Alasca", continuou.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca