Mundo
13/10/2008 - 16h02

Às vésperas do 3º debate, McCain avalia anunciar corte de impostos

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da France Presse, em Washington
da Folha Online

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, e seu adversário democrata, Barack Obama, se preparam para seu último debate transmitido pela TV nesta quarta-feira (15). O republicano, em grande desvantagem nas pesquisas, parece hesitar entre manter seus ferozes ataques ou mostrar "respeito" ao rival, enquanto adia o anúncio de corte de impostos.

Há uma semana do segundo debate entre os candidatos em um cenário no qual predomina a discussão sobre a economia, McCain, pressionado pelos próprios republicanos para que prometa redução de impostos, decidiu não anunciar por enquanto seu projeto de novo plano fiscal.

Jim Mone/AP
Republican candidate Sen. John McCain, R-Ariz., speaks at a town hall meeting at Lakeville South High School Friday, Oct. 10, 2008, in Lakeville, Minn. (AP Photo/Jim Mone)
Republicano John McCain ameniza o tom e pede respeito ao rival democrata Obama

Desde o acirramento da crise econômica em setembro, Obama ampliou sua vantagem nas pesquisas de intenção de voto, prometendo mais regulamentação do mercado financeiro e redução dos impostos para 95% dos americanos. McCain criticava as propostas democratas e defendia, até então, o corte de gastos do governo como principal remediador para a crise.

Leia cobertura completa da crise financeira

O senador republicano pela Carolina do Sul Graham Lindsey, um dos mais próximos aliados políticos de McCain, revelou neste domingo que o candidato anunciará em breve novos cortes de impostos para os investidores, como medida de impulso para a economia.

Mas os conselheiros do senador pelo Arizona indicaram pouco depois à imprensa que McCain não anunciará de imediato novas medidas fiscais, restando apenas três semanas para as eleições de 4 de novembro.

McCain, que nesta segunda-feira fará campanha na Virgínia e na Carolina do Norte, no leste do país, deverá falar da economia, apontada como principal preocupação dos eleitores pela maioria das pesquisas de opinião, mas sem anunciar medidas adicionais.

Na semana passada, McCain propôs um plano de resgate para os proprietários de imóveis ameaçados de despejo, mas sem obter os efeitos desejados, indicam as pesquisas.

Pesquisa

Segundo uma sondagem ABC News/Washington Post divulgada nesta segunda-feira, Obama tem 53% das intenções de voto contra 43% de McCain, e os autores da pesquisa advertem que um candidato não supera uma desvantagem como essa desde 1936.

Confira a tendência de voto em cada Estado

Em plena crise financeira, 55% dos consultados afirmaram que a economia será o elemento mais importante na hora de votar, enquanto 53% consideraram que Obama é o mais competente em relação a esse assunto, contra 37% que preferiram McCain.

O senador por Illinois se beneficia também da impopularidade do presidente republicano George W. Bush, que registra um dos piores níveis de aprovação de seus oito anos de governo, de apenas 23%.

A preocupação dos republicanos levou alguns deles a propor medidas radicais."É tempo de despedir a equipe de campanha", escreveu nesta segunda-feira no jornal 'New York Times' o editorialista conservador William Kristol, ao considerar que McCain "não tem nada a perder".

Já Barack Obama deverá falar nesta segunda-feira em Toledo (Ohio) sobre sua política econômica, baseada em medidas destinadas a ajudar a classe média.

Respeito

A questão racial, por muito tempo tema tabu, irrompeu na campanha com a declaração do parlamentar democrata John Lewis, figura eminente da luta pelos direitos civis nos anos 1960, em que acusou McCain de incitar o ódio contra Obama, que tenta ser o primeiro presidente negro dos EUA.

Na sexta-feira, McCain pediu que seus seguidores "respeitem" o adversário. "Eu admiro o senador Obama, eu o respeito e é assim que deve ser a política", disse McCain, em comício em Lakeville, Minnesota. "Quero dizer, com isso, que vocês devem ser respeitosos (...) e 99% das pessoas foram respeitosas e eu aprecio isso", insistiu.

Gritos de "terrorista" e "mentiroso" contra Obama foram proferidos em diversas ocasiões em recentes eventos da campanha do republicano e alguns especialistas culparam os anúncios publicitários negativos que questionam as ligações do democrata com o radical esquerdista Bill Ayers --que nos anos 1960 planejou atentados à bomba contra o Congresso americano.

Nos últimos dias, McCain foi criticado por Obama por "instaurar o ódio e a divisão" nas platéias de seus comícios. O senador republicano não coibe que várias pessoas em seus eventos respondam aos gritos de "mentiroso", "terrorista", e "socialista". Na Flórida, caso mais extremo, chegaram a gritar "matem-no".

Na quarta-feira, Obama e McCain se enfrentarão no terceiro e último debate televisionado antes das eleições, para o qual se prepararam durante o final de semana com seus assessores.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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