Mundo
13/10/2008 - 16h57

Com acordo, Livni fica mais perto da chefia de governo de Israel

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da Folha Online

Tzipi Livni, chanceler e líder do partido governista de Israel, e Ehud Barak, ministro de Defesa e líder trabalhista, fecharam nesta segunda-feira um pré-acordo por um governo de coalizão. O pré-acordo, que ainda precisa ser finalizado e ratificado pelos partidos dos dois --o Kadima e o Trabalhista, respectivamente--, aproxima Livni do cargo de primeira-ministra.

Mesmo com a parceria, porém, Livni, continua distante de ter uma maioria administrável, no Parlamento. Para chegar a essa maioria, seria necessário que ela fechasse um acordo ainda com o partido ultra-religioso Shas. "Se não chegarmos a esse acordo, não teremos governo", disse o negociador sênior do Kadima Tzachi Hanegbi em entrevista à TV local.

Conforme a mídia israelense, o pré-acordo fechado nesta segunda prevê que Livni, uma vez primeira-ministra, indique Barak para acumular o cargo de vice-primeiro-ministro. Para obter o pré-acordo, o Partido Trabalhista precisou desistir da exigência da elevação de 1,7% para 2,5% no teto para crescimento de gastos anuais.

Livni passou a negociar a criação de um governo de coalizão no dia seguinte à renúncia do então primeiro-ministro Ehud Olmert, também do Kadima, acusado de corrupção. O prazo dado pelo presidente do Estado de Israel, Shimon Peres, para o fim dos diálogos acaba no começo de novembro próximo.

O objetivo é o de que a coalizão fique no poder durante a atual legislatura parlamentar, que acaba em 2010.

Pesquisas de opinião indicam que, em uma eleição nacional, venceria o partido de oposição e de direita Likud, liderado por Benjamin Netanyahu. No fim de setembro passado, Livni pediu a Netanyahu que integre seu governo de coalizão, mas ele recusou.

Se vier a ser a nova primeira-ministra, Livni será a segunda mulher a chefiar o governo de Israel, depois da trabalhista Golda Meir (1969-1974).

Com Reuters, Efe e France Presse

 

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