Mundo
13/10/2008 - 19h51

Obama propõe plano contra crise voltado para classe média

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da Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, propôs nesta segunda-feira em Toledo (Ohio) seu próprio plano de ação para enfrentar a crise e que, estimado em US$ 60 bilhões em dois anos, se concentra na classe média americana.

As propostas de Obama incluem cortes de impostos para empresas que criarem novos postos de trabalho, a possibilidade para os cidadãos de retirar dinheiro de suas pensões sem penalizações e o congelamento temporário das execuções hipotecárias das pessoas que se comprometam a pagar suas parcelas.

A iniciativa do senador por Illinois poderia ser implementada imediatamente através dos órgãos reguladores ou de uma lei que poderia ser aprovada pelo Congresso em uma sessão especial depois da eleição presidencial de 4 de novembro.

"Estou propondo uma série de medidas que deveríamos tomar imediatamente para estabilizar nosso sistema financeiro, aliviar as famílias e comunidades, e ajudar os proprietários de imóveis em dificuldades", disse Obama em Ohio.

Empregos

Segundo o senador, o pilar de seu plano é a criação de empregos. 'É um plano que começa com uma palavra que está na mente de todos e se soletra J-O-B-S (empregos, em inglês)', afirmou.

Concretamente, o senador propõe uma redução tributária temporária de US$ 3.000 para as empresas por cada novo emprego que criem nos EUA nos próximos dois anos.

Além disso, pretende permitir que os cidadãos possam retirar, durante este ano e o próximo, até US$ 10 mil de suas contas destinadas às aposentadorias sem serem penalizados.

Por outro lado, Obama quer implantar uma "moratória" de 90 dias para as execuções de hipotecas dos proprietários que vivem em suas casas e que se esforçam para pagar suas parcelas.

O plano do candidato democrata inclui também um fundo especial para emprestar dinheiro aos Estados e aos governos locais. Além disso, Obama pede a eliminação temporária de impostos sobre os benefícios dos seguros-desemprego.

Exige também que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) e o Departamento do Tesouro garantam que o sistema bancário se responsabilize mais por suas ações e serviços.

O plano de resgate de Obama se soma a outro anunciado pelo democrata na sexta-feira (10) de apoio aos pequenos empresários americanos. Segundo a campanha democrata, "as pequenas empresas precisam de acesso imediato a crédito agora", o que não é garantido pelo plano de resgate financeiro de US$ 700 bilhões --bolado pelo governo do presidente George W. Bush e aprovado pelo Congresso na semana passada.

Leia cobertura completa da crise financeira

Obama sugeriu, então, um "Plano de Resgate de Pequenas Empresas" para "ajudar o setor a conseguir os empréstimos que precisam para cobrir suas operações de caixa diárias, investir no curto prazo e pagar seus funcionários". As informações sobre a proposta foram mais tarde detalhadas em um comunicado, divulgado no site da campanha democrata.

McCain

O candidato republicano, John McCain, também lançou na sexta-feira uma proposta para combater a crise nesta sexta-feira. O senador propôs que os investidores não devam ser obrigados a se livrarem de seus planos de aposentadoria, após completarem 70 anos, como a lei estabelece hoje.

"Temos de proteger aqueles que atualmente dependem de seus investimentos para se aposentarem", afirmou McCain. "As leis atuais exigem que os investidores devem vender seus planos de aposentadoria privados quando chegam aos 70 anos de idade. Para poupar os investidores de serem forçados a vender suas ações em um momento em que o mercado está prejudicado, essas leis devem ser suspensas", acrescentou.

No entanto, a campanha republicana e McCain não ofereceram mais detalhes sobre o plano, que foi a primeira proposta específica do senador para remediar a crise financeira.

Durante o segundo debate presidencial na terça-feira (07), McCain havia sugerido que o governo compre os títulos podres de hipoteca e renegocie juros menores para essas propriedades, ajudando a reduzir os pedidos de despejo e falência.

A maior parte do plano de US$ 300 bilhões de resgate de hipotecas do republicano seria bancado pelos próprios contribuintes americanos, o que gerou duras críticas de Obama e da ala conservadora dos republicanos.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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Marco Hundsdorfer (32) 24/11/2009 19h06
Marco Hundsdorfer (32) 24/11/2009 19h06
Aos moderadores da folha.
Porque minhas mensagens são bloqueadas?
Não utilizei nenhum termo de baixao escalão e minha ultima mensagem tem grande importância.
Não entendo.
Todo mundo "bate boca" e eu não posso postar um comentário sobde o INSS...
O que esta havendo?
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Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Gostaria de mudar um pouco o "foco" desta conversa para uma realidade que nos diz mais respeito.
O Foco é o INSS. O Assunto: Aposentadorias e Auxílio Doença.
Assisti ha alguns dias um debate sobre o fim do "fator previdenciário" que tramita no congresso. Como sempre argumentos politiqueiros contra e a favor, pois "no ponto chave" ninguém põe o dedo (Aposentadoria dos funcionários públicos).
O que me deixa desconsertado é que, onde vivo, (Ponta Grossa - Paraná), o INSS esta negando praticamente a todo mundo o auxílio doença (Até gente com mãos amputadas ou com câncer!). O INSS esta tirando a aposentadoria de pessoas idosas já aposentadas há anos!
Eu meu caso em particular, minha esposa sofre de uma doença reconhecida internacionalmente que se chama FIBROMIALGIA. A doença é reconhecida pela Sociedade Americana de Reumatologia e possui 5 níveis. Infelizmente minha esposa esta no 5º nível. Esta doença é tratável, porem ,no caso de minha esposa, com derivados sintéticos de morfina (Metadona).
O INSS dá a "entender" que a doença não existe, mesmo a mesma possuindo SID.
A pergunta é: É assim que o governo pretende economizar e fazer caixa? Em cima de quem vai receber pouco mais de 1 salário mínio para comprar remédios? Ou retirando aposentadorias de maneira ilegal?
Fica a pergunta para o governo.
Para os moderadores da folha: Por favor este é um assunto importante. As pessoas precisam saber que o que o INSS esta fazendo é ilegal e imoral.
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Guilherme Lemmi (226) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (226) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
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