McCain alterna planos para economia e ataques para reverter disputa
da France Presse, em Wilmington
colaboração para a Folha Online
O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, continua atrás nas pesquisas de intenção de voto a três semanas da eleição de 4 de novembro. E com pouco tempo para reverter a disputa, ele procura um meio mais equilibrado de enfrentar o adversário democrata Barack Obama, hesitando entre o "respeito", os duros ataques pessoais e o anúncio de novas iniciativas econômicas para ampliar suas credenciais na área.
Depois de admitir, neste domingo, que a crise econômica o prejudicou, o senador McCain admitiu que a eleição de 4 de novembro será "muito disputada". "Preciso de vocês", lançou aos eleitores da Carolina do Norte, um Estado tradicionalmente alinhado aos republicanos. "Nos próximos 22 dias, peço a vocês para se envolverem. Será uma eleição difícil", acrescentou, durante comício em Wilmington, na segunda-feira.
| Carolyn Kaster/AP |
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| Candidato republicano, John McCain, faz discurso na Virgínia e apresenta plano |
Pressionado pelo próprio partido a fortalecer sua plataforma para a crise e prometer reduções de impostos, ele preferiu não apresentar por enquanto um novo plano fiscal. Ele contentou-se em insistir nas propostas anunciadas semana passada em favor dos proprietários de casa ameaçados de despejo.
McCain havia declarado durante um comício em Virgínia Beach, também na segunda, que tem um "plano" para ajudar a superar a crise econômica, num momento em que Obama também divulga as linhas gerais das suas propostas.
Acompanhado da mulher, Cindy, e de sua companheira de chapa, Sarah Palin, McCain declarou: "tenho um plano para manter o valor de suas casas e aumentá-lo novamente comprando empréstimos hipotecários". Ele tenta ganhar a confiança dos eleitores, que apontam Obama como candidato mais apto a solucionar a crise.
"Meu plano volta-se, também, para os aposentados e os que se aproximam da idade da aposentadoria, para conservarem seus rendimentos (...). Além disso, mantém as mesmas taxas de impostos para, depois, reduzi-las e permitir a criação de empregos", continuou.
McCain disse, também, que não aumentaria os impostos sobre as pequenas empresas, como propõe, segundo ele, o rival democrata.
"Reduziremos os custos da energia em alguns meses e criaremos milhões de empregos", afirmou, diante de uma multidão entusiasta.
Respeito
E quando não está falando da economia, McCain fala de Obama em tom que alterna o perigosamente ferino a um pedido por mais respeito.
Na semana passada, ele e Palin não pouparam o democrata --falaram de sua ligação com terroristas (o ex-radical dos anos 60, Bill Ayers) e questionaram quem é o "real barack Obama". No fim de semana, provavelmente reagindo as críticas dos jornalistas e dos próprios partidários sobre o tom excessivamente agressivo, pediu que seus partidários respeitassem o senador democrata.
"Eu admiro o senador Obama, eu o respeito e é assim que deve ser a política", disse McCain, em comício em Lakeville, Minnesota. "Quero dizer, com isso, que vocês devem ser respeitosos (...) e 99% das pessoas foram respeitosas e eu aprecio isso", insistiu.
O tom ameno durou pouco. Nesta segunda-feira, mcCain disse que vai dar uma "chicotada vocês sabem onde" no democrata na quarta-feira, quando acontece o último de três debates presidenciais.
"Nós vamos gastar muito tempo e depois que eu chicotear o você-sabe-o-que dele, nós vamos voltar aos resultados de 24 de julho", disse, em uma referência a expressão muito utilizada na língua inglesa para dizer que vai derrotar alguém, "whip his ass".
Os republicanos estão preocupados. Com ataques ou respeito, McCain continua atrás. Segundo uma sondagem ABC News/Washington Post divulgada nesta segunda-feira, Barack Obama tem 53% das intenções de voto contra 43% de McCain. O instituto adverte que um candidato não consegue superar uma desvantagem como essa desde 1936.
"É tempo de despedir a equipe de campanha", escreveu nesta segunda-feira no "New York Times" o editorialista conservador William Kristol, ao considerar que McCain "nada tem a perder".
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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