Saiba o que Obama e McCain pensam sobre economia, tema do debate de hoje
colaboração para a Folha Online
Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, se enfrentam nesta quarta-feira para debater economia, assunto que está no topo das preocupações dos eleitores e que deve ter grande influência nas eleições marcadas para o dia 4 de novembro.
O debate, último de três encontros antes da eleição, acontece às 21h (22h em Brasília), na Universidade Hofstra, em Nova York, e será moderado pelo jornalista e âncora da CBS, Bob Schieffer.
O formato será similar ao do primeiro encontro, em 26 de setembro. Os senadores terão tempos iguais para responder às perguntas de Schieffer e expor suas idéias e propostas nas áreas. Depois, poderão argumentar diretamente um contra o outro.
Saiba o que os candidatos pensam sobre alguns dos assuntos que devem ser abordados no debate desta noite:
Crise financeira
Barack Obama
Assim que a crise estourou nos Estados Unidos, com o anúncio de concordata do tradicional banco Lehman Brothers, em 15 de setembro, o democrata Obama disse considerar a situação grave e culpou os oito anos de governo do presidente republicano George W. Bush pela atual crise financeira.
Dizendo mais tarde que a crise vai piorar antes de melhorar, o senador defende maior supervisão e regulamentação do mercado financeiro e pediu que o plano bilionário de resgate aprovado pelo governo incluísse garantias para os contribuintes.
Na segunda-feira (13), Obama apresentou sua mais nova proposta para a crise que custaria US$ 60 bilhões em dois anos e se concentra na classe média americana. As propostas de Obama incluem cortes de impostos para empresas que criarem novos postos de trabalho, a possibilidade para os cidadãos de retirar dinheiro de suas pensões sem penalizações e o congelamento temporário das execuções hipotecárias das pessoas que se comprometam a pagar suas parcelas.
John McCain
O republicano McCain preferiu ressaltar que os elementos fundamentais da economia eram "sólidos" e foi duramente criticado. Depois, explicou que se referia aos trabalhadores americanos e, contrariando um histórico de décadas no Senado, fez coro a Obama ao pedir maior supervisão e regulamentação do governo sobre os mercados.
No segundo debate, em 7 de outubro, McCain surpreendeu ao dizer que compraria as hipotecas sem liquidez para evitar que as famílias afetadas pela crise imobiliária ficassem sem suas casas. Foi firme ao defender o corte de impostos para amenizar a carga sobre os contribuintes já prejudicados pela crise.
Na terça-feira, lançou sua mais recente cartada para a crise, com um novo plano de US$ 52,4 bilhões baseado em cortes de impostos, com o objetivo principal de aumentar a renda de aposentadoria de pessoas atingidas pelas quedas nas bolsas de valores. Um plano para "aqueles mais duramente afetados", os trabalhadores, proprietários de imóveis, poupadores e idosos.
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Comércio
Obama
O democrata faz firme oposição aos acordos internacionais de livre-comércio. Ele defende --assim como os grandes sindicatos trabalhistas americanos que o endossam-- que os acordos enfraquecem a economia americana e causam o fechamento de fábricas e conseqüente perda de vagas de trabalho.
Segundo o site do senador, a chapa democrata "vai lutar por uma política justa de comércio, que abra os mercados estrangeiros para apoiar bons trabalhos americanos". Eles prometem pressionar também a OMC (Organização Mundial de Comércio) para fortalecer os acordos para evitar "subsídios injustos dos países a exportadores" e barreiras não tarifárias às exportações americanas.
Para evitar a transferência de fábricas americanas para outros países, Obama propõe acabar com as isenções fiscais para companhias que o fizerem, além de conceder benefícios para empresas que criam bons postos de trabalho no país, com todos os benefícios trabalhistas.
McCain
O republicano McCain é grande defensor, assim como o atual presidente George W. Bush, dos acordos de livre-comércio e afirma que a globalização "é uma oportunidade para os trabalhadores americanos de hoje e do futuro".
Segundo seu site de campanha, 90% dos consumidores mundiais estão fora das fronteiras americanas e os EUA precisam participar ativamente da abertura destes mercados. Para isso, defende o engajamento do governo americano em esforços regionais, bilaterais e multilaterais para reduzir as barreiras ao comércio.
O senador ressalta que os acordos não beneficiam automaticamente os americanos e que, para tal, é necessário "preparar a nova próxima geração" de trabalhadores com a melhora da educação no país.
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Impostos
Obama
A principal proposta tarifária de Obama é a redução de US$ 1.000 nos impostos de renda das famílias que ganham menos de US$ 250 mil por ano. Segundo o democrata, isso representa o corte de impostos para 90% dos americanos.
O democrata promete também eliminar imposto de renda para idosos que recebam menos de US$ 50 mil por ano, o que representaria um alívio fiscal para 7 milhões de pessoas. Paralelamente, os aposentados receberiam US$ 1.400 anualmente de auxílio e 27 milhões não precisariam mais declarar imposto de renda.
Senador por Illinois fala também na simplificação, através de sistemas informatizados e bancos de dados, das taxas e impostos cobrados sobre as famílias de classe média "para que milhões de americanos possam preencher seu imposto de renda em menos de cinco minutos".
McCain
O plano tarifário do republicano foca nos pequenos empresários que "estão no coração do crescimento e prosperidade americanos" e criam a maior parte dos postos de trabalho. McCain defende manter os impostos em 35% e outros 15% sobre ganhos de capital e dividendos.
Ele promete também diminuir o imposto corporativo de 35% para 25%, uma medida "essencial para manter os bons empregos nos Estados Unidos".
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Pequenas empresas
Obama
O senador por Illinois propõe reduzir a carga tributária sobre as pequenas empresas e companhias que acabam de abrir, eliminado todas as taxas sobre ganhos de capital para "encorajar a inovação e criação de empregos".
A proposta democrata inclui ainda US$ 500 de crédito tarifário para os trabalhadores bancaram sua parte dos impostos. O projeto intitulado "Making Work Pay" visa aliviar a carga tributária sobre as empresas, que pagam todas as taxas trabalhistas.
Obama propõe também criar uma rede nacional de incubadoras de negócios públicos e privados. Segundo o senador, estas incubadoras "facilitam o trabalho crítico dos empreendedores na criação de novas empresas". O plano receberia US$ 250 milhões anuais para aumentar o número e tamanho das incubadoras em comunidades mais pobres.
McCain
O senador por Arizona apresenta uma estratégia de quatro pontos para o crescimento dos pequenos empresários: diminuir os cistos de energia, controlar os custos dos planos de saúde, simplificar impostos e abrir novos mercados internacionais.
O projeto Lexington defende a maior exploração doméstica de petróleo e gás para reduzir os preços, investir na energia elétrica e construir 45 novas usinas nucleares até 2030.
A plataforma republicana inclui também uma reforma ampla no sistema de saúde para reduzir os altos custos que pesam nos orçamentos das pequenas empresas. Assim, McCain quer dar US$ 5.000 para os trabalhadores arcarem com seu próprio plano, em vez de contarem com cobertura paga pela empresa.
O plano envolve ainda a proposta de simplificação dos impostos cobrados dos pequenos empresários e a abertura de novos mercados com o incentivo a acordos de livre-comérico.
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Benefícios aos trabalhadores
Obama
Senador democrata promete facilitar a organização de sindicatos trabalhistas --que em sua maioria endossaram sua candidatura-- e defender os direitos trabalhistas, incluindo o banimento da lei que permite substituição permanente de funcionários em greve.
Obama co-patrocinou a legislação do Congresso chamada Ato de Livre Escolha do Trabalhador, que garante que os empregados americanos possam escolher livremente seus sindicatos, sem pressão ou intimidação da empresa contratante.
o democrata fala também em aumentar o salário mínimo, de acordo com a inflação, para garantir que os trabalhadores de tempo integral "ganhem um salário que permita criar suas famílias e pagar pelas necessidades básicas".
McCain
O republicano propõe criar uma Comissão Nacional e Flexibilidade de Escolha e do Local de Trabalho. A comissão juntaria líderes bipartidários para representar os trabalhadores, empresários e acadêmicos.
Seria papel do grupo sugerir mudanças ao presidente sobre como modernizar as leis trabalhistas americanas para garantir maior flexibilidade de horário e de local de trabalho, promover uma rede de comunicação eficiente entre trabalhadores e tornar os planos de saúde portáteis, para que os trabalhadores não percam seus benefícios quando mudam de emprego.
Com os sites oficiais de campanha
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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