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15/10/2008 - 08h25

Saiba o que Obama e McCain pensam sobre economia, tema do debate de hoje

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colaboração para a Folha Online

Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, se enfrentam nesta quarta-feira para debater economia, assunto que está no topo das preocupações dos eleitores e que deve ter grande influência nas eleições marcadas para o dia 4 de novembro.

O debate, último de três encontros antes da eleição, acontece às 21h (22h em Brasília), na Universidade Hofstra, em Nova York, e será moderado pelo jornalista e âncora da CBS, Bob Schieffer.

O formato será similar ao do primeiro encontro, em 26 de setembro. Os senadores terão tempos iguais para responder às perguntas de Schieffer e expor suas idéias e propostas nas áreas. Depois, poderão argumentar diretamente um contra o outro.

Saiba o que os candidatos pensam sobre alguns dos assuntos que devem ser abordados no debate desta noite:

Crise financeira

Barack Obama

Assim que a crise estourou nos Estados Unidos, com o anúncio de concordata do tradicional banco Lehman Brothers, em 15 de setembro, o democrata Obama disse considerar a situação grave e culpou os oito anos de governo do presidente republicano George W. Bush pela atual crise financeira.

Dizendo mais tarde que a crise vai piorar antes de melhorar, o senador defende maior supervisão e regulamentação do mercado financeiro e pediu que o plano bilionário de resgate aprovado pelo governo incluísse garantias para os contribuintes.

Na segunda-feira (13), Obama apresentou sua mais nova proposta para a crise que custaria US$ 60 bilhões em dois anos e se concentra na classe média americana. As propostas de Obama incluem cortes de impostos para empresas que criarem novos postos de trabalho, a possibilidade para os cidadãos de retirar dinheiro de suas pensões sem penalizações e o congelamento temporário das execuções hipotecárias das pessoas que se comprometam a pagar suas parcelas.

John McCain

O republicano McCain preferiu ressaltar que os elementos fundamentais da economia eram "sólidos" e foi duramente criticado. Depois, explicou que se referia aos trabalhadores americanos e, contrariando um histórico de décadas no Senado, fez coro a Obama ao pedir maior supervisão e regulamentação do governo sobre os mercados.

No segundo debate, em 7 de outubro, McCain surpreendeu ao dizer que compraria as hipotecas sem liquidez para evitar que as famílias afetadas pela crise imobiliária ficassem sem suas casas. Foi firme ao defender o corte de impostos para amenizar a carga sobre os contribuintes já prejudicados pela crise.

Na terça-feira, lançou sua mais recente cartada para a crise, com um novo plano de US$ 52,4 bilhões baseado em cortes de impostos, com o objetivo principal de aumentar a renda de aposentadoria de pessoas atingidas pelas quedas nas bolsas de valores. Um plano para "aqueles mais duramente afetados", os trabalhadores, proprietários de imóveis, poupadores e idosos.

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Comércio

Obama

O democrata faz firme oposição aos acordos internacionais de livre-comércio. Ele defende --assim como os grandes sindicatos trabalhistas americanos que o endossam-- que os acordos enfraquecem a economia americana e causam o fechamento de fábricas e conseqüente perda de vagas de trabalho.

Segundo o site do senador, a chapa democrata "vai lutar por uma política justa de comércio, que abra os mercados estrangeiros para apoiar bons trabalhos americanos". Eles prometem pressionar também a OMC (Organização Mundial de Comércio) para fortalecer os acordos para evitar "subsídios injustos dos países a exportadores" e barreiras não tarifárias às exportações americanas.

Para evitar a transferência de fábricas americanas para outros países, Obama propõe acabar com as isenções fiscais para companhias que o fizerem, além de conceder benefícios para empresas que criam bons postos de trabalho no país, com todos os benefícios trabalhistas.

McCain

O republicano McCain é grande defensor, assim como o atual presidente George W. Bush, dos acordos de livre-comércio e afirma que a globalização "é uma oportunidade para os trabalhadores americanos de hoje e do futuro".

Segundo seu site de campanha, 90% dos consumidores mundiais estão fora das fronteiras americanas e os EUA precisam participar ativamente da abertura destes mercados. Para isso, defende o engajamento do governo americano em esforços regionais, bilaterais e multilaterais para reduzir as barreiras ao comércio.

O senador ressalta que os acordos não beneficiam automaticamente os americanos e que, para tal, é necessário "preparar a nova próxima geração" de trabalhadores com a melhora da educação no país.

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Impostos

Obama

A principal proposta tarifária de Obama é a redução de US$ 1.000 nos impostos de renda das famílias que ganham menos de US$ 250 mil por ano. Segundo o democrata, isso representa o corte de impostos para 90% dos americanos.

O democrata promete também eliminar imposto de renda para idosos que recebam menos de US$ 50 mil por ano, o que representaria um alívio fiscal para 7 milhões de pessoas. Paralelamente, os aposentados receberiam US$ 1.400 anualmente de auxílio e 27 milhões não precisariam mais declarar imposto de renda.

Senador por Illinois fala também na simplificação, através de sistemas informatizados e bancos de dados, das taxas e impostos cobrados sobre as famílias de classe média "para que milhões de americanos possam preencher seu imposto de renda em menos de cinco minutos".

McCain

O plano tarifário do republicano foca nos pequenos empresários que "estão no coração do crescimento e prosperidade americanos" e criam a maior parte dos postos de trabalho. McCain defende manter os impostos em 35% e outros 15% sobre ganhos de capital e dividendos.

Ele promete também diminuir o imposto corporativo de 35% para 25%, uma medida "essencial para manter os bons empregos nos Estados Unidos".

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Pequenas empresas

Obama

O senador por Illinois propõe reduzir a carga tributária sobre as pequenas empresas e companhias que acabam de abrir, eliminado todas as taxas sobre ganhos de capital para "encorajar a inovação e criação de empregos".

A proposta democrata inclui ainda US$ 500 de crédito tarifário para os trabalhadores bancaram sua parte dos impostos. O projeto intitulado "Making Work Pay" visa aliviar a carga tributária sobre as empresas, que pagam todas as taxas trabalhistas.

Obama propõe também criar uma rede nacional de incubadoras de negócios públicos e privados. Segundo o senador, estas incubadoras "facilitam o trabalho crítico dos empreendedores na criação de novas empresas". O plano receberia US$ 250 milhões anuais para aumentar o número e tamanho das incubadoras em comunidades mais pobres.

McCain

O senador por Arizona apresenta uma estratégia de quatro pontos para o crescimento dos pequenos empresários: diminuir os cistos de energia, controlar os custos dos planos de saúde, simplificar impostos e abrir novos mercados internacionais.

O projeto Lexington defende a maior exploração doméstica de petróleo e gás para reduzir os preços, investir na energia elétrica e construir 45 novas usinas nucleares até 2030.

A plataforma republicana inclui também uma reforma ampla no sistema de saúde para reduzir os altos custos que pesam nos orçamentos das pequenas empresas. Assim, McCain quer dar US$ 5.000 para os trabalhadores arcarem com seu próprio plano, em vez de contarem com cobertura paga pela empresa.

O plano envolve ainda a proposta de simplificação dos impostos cobrados dos pequenos empresários e a abertura de novos mercados com o incentivo a acordos de livre-comérico.

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Benefícios aos trabalhadores

Obama

Senador democrata promete facilitar a organização de sindicatos trabalhistas --que em sua maioria endossaram sua candidatura-- e defender os direitos trabalhistas, incluindo o banimento da lei que permite substituição permanente de funcionários em greve.

Obama co-patrocinou a legislação do Congresso chamada Ato de Livre Escolha do Trabalhador, que garante que os empregados americanos possam escolher livremente seus sindicatos, sem pressão ou intimidação da empresa contratante.

o democrata fala também em aumentar o salário mínimo, de acordo com a inflação, para garantir que os trabalhadores de tempo integral "ganhem um salário que permita criar suas famílias e pagar pelas necessidades básicas".

McCain

O republicano propõe criar uma Comissão Nacional e Flexibilidade de Escolha e do Local de Trabalho. A comissão juntaria líderes bipartidários para representar os trabalhadores, empresários e acadêmicos.

Seria papel do grupo sugerir mudanças ao presidente sobre como modernizar as leis trabalhistas americanas para garantir maior flexibilidade de horário e de local de trabalho, promover uma rede de comunicação eficiente entre trabalhadores e tornar os planos de saúde portáteis, para que os trabalhadores não percam seus benefícios quando mudam de emprego.

Com os sites oficiais de campanha

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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