Mundo
14/10/2008 - 16h06

Obama é inspiração para música, camiseta e corte de cabelo no Quênia

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da Folha Online
da France Presse, em Nairóbi

Música para saudar o herói, camisetas estampadas e microônibus enfeitados para homenagear o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama : um vento de "Obamamania" sopra no Quênia e, com ele, a esperança de ver um primeiro presidente negro nos Estados Unidos.

Os clientes do OJ's, um bar de Nairóbi, assistiram recentemente ao lançamento de uma música cadenciada, verdadeira ode ao candidato democrata à Presidência, Barack Obama, cujo pai é originário do Quênia. A canção mistura orutu --um instrumento tradicional de corda-- com percussões e um instrumento de sopro parecido com um chifre.

Jim Young - 09.out.2008 /Reuters
Democrata Barack Obama discursa para simpatizantes, durante evento de campanha, em Cincinnati, em Ohio, na semana passada
Democrata Barack Obama discursa para simpatizantes, durante evento de campanha, em Cincinnati, em Ohio, na semana passada

"Na América, a bênção é Obama. Os americanos em favor da verdadeira mudança votam em Obama. Na América ooh, na América, o momento chegou, se vocês perderem esta oportunidade, será tarde demais", canta Kenge Kenge, uma banda queniana de 13 músicos que compôs a música em julho durante uma turnê pela Europa.

"Vai vender com certeza. Já tem gente pedindo o CD. Começamos a cantar um trecho da música no show e vimos que seria um sucesso", explicou entusiasmado o líder da banda George Achieng.

Depois de ter sido bem recebido em visita ao Quênia em 2006, Obama vem empolgando cada vez mais os quenianos, adoração que beira a idolatria na comunidade Luo, uma das mais importantes do país, onde nasceu o pai de Obama.

Os quenianos mantêm, no entanto, a cabeça fria e tiram da possível chegada de Barack Obama ao poder não a esperança de uma melhoria na sua vida diária, mas o orgulho de ver um negro, ainda mais de origem queniana, se tornar o homem mais poderoso do planeta.

"É sempre branco, branco, branco. Pelo menos uma vez, estamos orgulhosos e rezamos realmente para que ele chegue lá", disse uma cliente do OJ's, Bella Awuor.

A irmã dela, Josephine Adhiambo, prefere ser prudente: "nunca houve um presidente americano negro. Então há chances de os eleitores americanos acabarem não o escolhendo no final das contas".

"Obama vai se tornar uma figura pública. Ele vai trabalhar duro pela comunidade americana, mas não para os quenianos", disse Alphonse Omni, 27, que vestia uma camiseta com a foto de Obama.

Febre

A febre Obama, antes de virar música, ganhou as ruas e os transportes públicos no Quênia.

BBC - 05.jun.2008
Avó de Barack Obama, que vive no Quênia, diz estar orgulhosa do neto candidato à Presidência dos EUA; veja matéria e vídeo da BBC
Avó de Barack Obama, que vive no Quênia, diz estar orgulhosa do neto candidato à Presidência dos EUA; veja matéria e vídeo da BBC

Os donos dos matatus, os microônibus de transporte coletivo, tiraram os adesivos com as fotos de seus ídolos do futebol inglês ou do rap americano, que enfeitam a traseira de seus veículos, para colocar a foto de Obama.

O criador Tony Ndolo vendeu 250 camisetas de sua confecção com o slogan "Ndio Tunawesa", a tradução em swahili de um dos slogans de campanha de Barack Obama, "Yes we can!" (Sim, nós podemos!).

"Não posso me queixar. Estou ganhando dinheiro como vocês podem ver. Barack significa bênção em swahili e de fato é uma bênção para minha carteira", comemorou.

Cortar o cabelo como o de Obama virou outra moda no país. Segundo a Agência de Notícias Alemã (DPA), os clientes das barbearias quenianas estão pedindo cada vez mais o "corte Obama" e, para facilitar o trabalho dos barbeiros, o retrato do senador do Illinois foi pendurado nas paredes dos cabeleireiros.

Até mesmo as grávidas se renderam à moda: também são registrados cada vez mais bebês recém-nascidos com o nome Obama.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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