Obama é inspiração para música, camiseta e corte de cabelo no Quênia
da Folha Online
da France Presse, em Nairóbi
Música para saudar o herói, camisetas estampadas e microônibus enfeitados para homenagear o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama : um vento de "Obamamania" sopra no Quênia e, com ele, a esperança de ver um primeiro presidente negro nos Estados Unidos.
Os clientes do OJ's, um bar de Nairóbi, assistiram recentemente ao lançamento de uma música cadenciada, verdadeira ode ao candidato democrata à Presidência, Barack Obama, cujo pai é originário do Quênia. A canção mistura orutu --um instrumento tradicional de corda-- com percussões e um instrumento de sopro parecido com um chifre.
| Jim Young - 09.out.2008 /Reuters |
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| Democrata Barack Obama discursa para simpatizantes, durante evento de campanha, em Cincinnati, em Ohio, na semana passada |
"Na América, a bênção é Obama. Os americanos em favor da verdadeira mudança votam em Obama. Na América ooh, na América, o momento chegou, se vocês perderem esta oportunidade, será tarde demais", canta Kenge Kenge, uma banda queniana de 13 músicos que compôs a música em julho durante uma turnê pela Europa.
"Vai vender com certeza. Já tem gente pedindo o CD. Começamos a cantar um trecho da música no show e vimos que seria um sucesso", explicou entusiasmado o líder da banda George Achieng.
Depois de ter sido bem recebido em visita ao Quênia em 2006, Obama vem empolgando cada vez mais os quenianos, adoração que beira a idolatria na comunidade Luo, uma das mais importantes do país, onde nasceu o pai de Obama.
Os quenianos mantêm, no entanto, a cabeça fria e tiram da possível chegada de Barack Obama ao poder não a esperança de uma melhoria na sua vida diária, mas o orgulho de ver um negro, ainda mais de origem queniana, se tornar o homem mais poderoso do planeta.
"É sempre branco, branco, branco. Pelo menos uma vez, estamos orgulhosos e rezamos realmente para que ele chegue lá", disse uma cliente do OJ's, Bella Awuor.
A irmã dela, Josephine Adhiambo, prefere ser prudente: "nunca houve um presidente americano negro. Então há chances de os eleitores americanos acabarem não o escolhendo no final das contas".
"Obama vai se tornar uma figura pública. Ele vai trabalhar duro pela comunidade americana, mas não para os quenianos", disse Alphonse Omni, 27, que vestia uma camiseta com a foto de Obama.
Febre
A febre Obama, antes de virar música, ganhou as ruas e os transportes públicos no Quênia.
| BBC - 05.jun.2008 |
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| Avó de Barack Obama, que vive no Quênia, diz estar orgulhosa do neto candidato à Presidência dos EUA; veja matéria e vídeo da BBC |
Os donos dos matatus, os microônibus de transporte coletivo, tiraram os adesivos com as fotos de seus ídolos do futebol inglês ou do rap americano, que enfeitam a traseira de seus veículos, para colocar a foto de Obama.
O criador Tony Ndolo vendeu 250 camisetas de sua confecção com o slogan "Ndio Tunawesa", a tradução em swahili de um dos slogans de campanha de Barack Obama, "Yes we can!" (Sim, nós podemos!).
"Não posso me queixar. Estou ganhando dinheiro como vocês podem ver. Barack significa bênção em swahili e de fato é uma bênção para minha carteira", comemorou.
Cortar o cabelo como o de Obama virou outra moda no país. Segundo a Agência de Notícias Alemã (DPA), os clientes das barbearias quenianas estão pedindo cada vez mais o "corte Obama" e, para facilitar o trabalho dos barbeiros, o retrato do senador do Illinois foi pendurado nas paredes dos cabeleireiros.
Até mesmo as grávidas se renderam à moda: também são registrados cada vez mais bebês recém-nascidos com o nome Obama.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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