Piratas seqüestram cargueiro de bandeira panamenha na Somália
da Efe, em Kuala Lumpur
colaboração para a Folha Online
Um cargueiro de bandeira panamenha com 21 tripulantes a bordo foi seqüestrado nesta quarta-feira por supostos piratas nas águas do golfo de Áden, perto da Somália, informou hoje a OMI (Organização Marítima Internacional), com sede em Kuala Lumpur, na Malásia. A embarcação viajava do Oriente Médio para a Ásia quando foi invadida.
A embarcação, que opera nas Filipinas, emitiu às 11h44 da Malásia (0h44 em Brasília) um sinal de emergência a outros navios na área, pedindo que intensificassem a precaução, diante da presença dos bandidos, disse à agência Efe Noel Chong, porta-voz da OMI.
Por motivos de segurança, Chong recusou informar as nacionalidades dos membros da tripulação, assim como precisar que tipo de carga a embarcação transporta.
Com este ataque, já são ao menos 29 as embarcações seqüestradas neste ano na costa da África, das quais 11 permanecem sob poder de piratas, que retêm mais de 200 membros das tripulações. Atacar navios tornou-se uma fonte regular de dinheiro para piratas da Somália, um país devastado pela guerra.
Os piratas que capturaram o cargueiro ucraniano Faina no último dia 25 de setembro na mesma região retiraram nesta quarta-feira a ameaça de que poderiam explodir a embarcação se o resgate não for pago. Eles disseram que ainda estão negociando a liberação do barco, carregado de tanques e armamentos pesados.
A exigência inicial era de US$ 20 milhões, mas pode ter baixado para US$ 8 milhões, segundo fontes envolvidas na negociação ouvidas pela Associated Press. Na noite desta terça-feira, os piratas ameaçaram explodir o barco depois de quase 20 dias de impasse. As famílias dos tripulantes insistem para que o governo ucraniano pague o resgate.
Enquanto isso, cresce a pressão internacional para combater os piratas somalis. A Otan (Organização das Nações do Tratado Atlântico Norte) irá enviar sete navios para as águas próximas de onde o barco ucraniano foi tomado.
A União Européia também prepara uma ação planejada na região com navios a serem enviados em dezembro e comandados por um almirante britânico. A Rússia declarou que vai cooperar com as nações ocidentais para combater as ações dos piratas.
Com Associated Press
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