Mundo
15/10/2008 - 11h06

Líder taleban considerado morto se casa no Paquistão, diz jornal

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da Efe, em Islamabad

Apenas duas semanas após ser dado como morto, o principal líder dos talebans no Paquistão, Baitullah Mehsud, casou-se com uma jovem de seu clã, segundo testemunhas citadas nesta quarta-feira pelo jornal paquistanês"The News".

Mehsud teria se casado na pequena localidade de Dwa Toi, situada na região tribal do Waziristão do Sul, na fronteira com o Afeganistão e onde fica sua base, e teria oferecido um banquete com a presença de colaboradores próximos e parentes.

Fontes de inteligência, militares e do Ministério do Interior consultadas pela agência Efe não confirmaram nem desmentiram a versão dada pelo jornal. Ainda de acordo com a informação do "News", Mehsud esteve acompanhado o tempo todo por um médico, devido aos problemas por causa do diabetes e da hipertensão.

Mehsud pertence ao movimento Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), uma organização que reúne grupos talebans paquistaneses e que reivindicou a maioria dos últimos atentados no país.

Segundo as testemunhas, o líder do TTP ofereceu a seus convidados arroz e carne de cordeiro para festejar o casamento --é a segunda vez que ele se casa-- com uma mulher mais jovem pertencente à tribo de Shabikhel, dentro do clã Mehsud.

A segunda mulher do líder é filha de Ikramuddin, líder tribal regional que no passado intermediou conversas entre o governo do Paquistão e Mehsud para alcançar acordos de paz, que não estão mais em vigor.

Um colaborador próximo de Mehsud disse ao jornal que o líder do TTP tinha decidido casar-se pela segunda vez "porque não teve nenhum filho com a primeira [mulher]".

As testemunhas consultadas pelo "News" negaram que Mehsud estivesse em coma, versão defendida por fontes dos serviços secretos paquistaneses e de inteligência consultadas pela Efe.

"Não sabemos mais em que acreditar. As informações são muito desconcertantes", confessou hoje uma fonte da inteligência, que havia afirmado antes que Mehsud esteve gravemente doente por ao menos três dias. "Não sei em que estado se encontra, mas, claro, embora não esteja em plena forma, continua vivo", disse à Efe um jornalista do Waziristão do Sul.

 

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