Mundo
15/10/2008 - 12h46

Obama tem quatro pontos de vantagem sobre McCain, diz pesquisa

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da Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, tem quatro pontos percentuais de vantagem sobre o rival republicano, John McCain, segundo pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada nesta quarta-feira --dia em que os dois candidatos se enfrentam no último debate presidencial antes da eleição de 4 de novembro.

Obama tem 48% da preferência dos entrevistados contra 44% de McCain, registrando uma queda de dois pontos percentuais em comparação à pesquisa divulgada ontem, que apontava uma vantagem de seis pontos ao democrata (49% contra 43%).

Outras pesquisas nacionais têm mostrado nos últimos dias Obama com vantagem de dois dígitos. O democrata tem sido ajudado pela percepção de que fará um trabalho melhor na área econômica e pela insatisfação com os recentes ataques de McCain ao democrata.

A pesquisa foi realizada entre sábado (11) e terça-feira (14) com 1.210 prováveis eleitores. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos.

Debate

Justamente por causa dos resultados das pesquisas nos últimos dias, McCain tem nesta quarta-feira a última chance de confrontar diretamente Obama e tentar reviver sua campanha pela Casa Branca.

O encontro acontece às 21h (22h em Brasília) na Universidade Hofstra, em Nova York, e focará no principal tema da campanha deste ano: a economia e a crise financeira vivida pelos Estados Unidos. Na televisão, a rede americana CNN transmite ao vivo em inglês e com tradução em espanhol e a GloboNews, também ao vivo, com tradução simultânea para o português.

O confronto será mediado pelo jornalista veterano e âncora da CBS, Bob Schieffer, e terá formato similar ao do primeiro encontro. Os dois senadores terão tempos iguais para responder as questões, mas, como estarão sentados em uma mesa com o moderador, deve haver maior confronto direto.

Matt Rourke/AP
Republican presidential candidate, Sen. John McCain, R-Ariz., waves to supporters during a rally at Montgomery County Community College in Blue Bell, Pa., Tuesday, Oct. 14, 2008. (AP Photo/Matt Rourke)
Republicano John McCain acena para eleitores da Pensilvânia; debate pode ser sua última chance de reviver candidatura

E a três semanas da eleição presidencial, McCain tem cada vez menos oportunidades para tirar a vantagem consolidada do democrata nas pesquisas e redesenhar a corrida pela Casa Branca.

"Eu não tenho certeza de o debate desta quarta-feira será um bom ou mau momento para McCain, mas tem que ser o início de um argumento final bem sucedido na sua campanha", disse Fergus Cullen, diretor do Partido Republicano de New Hampshire.

Obama conseguiu uma vantagem sólida sobre McCain desde o estouro da crise financeira nos Estados Unidos, que permitiu o novato senador por Illinois aproveitar sua liderança e a visão mais positiva dos eleitores em temas econômicos. Pesquisa divulgada nesta segunda pelo jornal "Washington Post" dá ao democrata margem de dez pontos percentuais.

O democrata conseguiu mostrar também, ao menos para os eleitores, um melhor desempenho nos dois debates iniciais e foi escolhido como vencedor em pesquisas pós-debate.

"Os dois primeiros debates presidenciais não mudaram significativamente a discussão", disse Cullen. "Mas muita coisa pode mudar em três semanas."

Contudo, McCain não está disposto a desistir --ao contrário de alguns membros do partido-- e luta para mostrar uma mensagem coerentes aos eleitores enquanto a economia domina a campanha presidencial e os dois primeiros debates.

"Nós vamos gastar muito tempo e depois que eu chicotear o você-sabe-o-que dele, nós vamos voltar aos resultados de 24 de julho", disse McCain, em uma referência a expressão muito utilizada na língua inglesa para dizer que vai derrotar alguém, "whip his ass".

Os assessores fazem coro. "McCain vai falar diretamente ao povo americano de seus planos para levar o país adiante. Ele colocará a ênfase em sua experiência e liderança", disse Hessy Fernandez, porta-voz do senador.

Diante das pesquisas desfavoráveis, Fernandez usou o mesmo argumento de McCain: "a pesquisa que verdadeiramente conta é o 4 de novembro". "Os analistas têm matado sua campanha, a imprensa também, mas o senador é um lutador", completou.

Audiência

Jim Young-14out.08/Reuters
US Democratic presidential nominee Senator Barack Obama (D-IL) makes a statement on the economy at the Maumee Bay Resort in Oregon, Ohio October 14, 2008. REUTERS/Jim Young (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Barack Obama chega para o debate à frente nas pesquisas de intenção de voto e como o vencedor dos confrontos anteriores

E com a expectativa de uma audiência ao menos similar a dos dois últimos debates, dezenas de milhões de americanos devem acompanhar atentos às idéias e propostas dos senadores para a economia, tema que está no topo de suas preocupações.

Para preparar o terreno, ambos os presidenciáveis lançaram suas propostas nos últimos dias. Obama anunciou plano para a classe média e aumento de empregos. McCain fala em ajudar os trabalhadores, aposentados e poupadores.

Mas, mesmo disposto a lutar por estes eleitores, os republicanos disseram não acreditar que McCain vai apelar para os ataques pessoais que pronuncia em seus eventos de campanha --uma estratégia que as pesquisas já apontaram ser falha.

Mas parte do partido espera, ao menos, que McCain desenhe fortes contrastes com Obama e deixe mais claras suas prioridades como presidente.

"Eu não espero uma grande pancadaria, embora haja muitas pessoas pedindo por isso", disse Katon Dawson, diretor do Partido Republicano da Carolina do Sul. "Eu sei que os obituários estão sendo escritos, mas John McCain teve seu obituário escrito inúmeras vezes e voltou", continuou.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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