Mundo
15/10/2008 - 19h20

Americanos esperam novas respostas à crise no debate entre Obama e McCain

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colaboração para a Folha Online

A grave crise financeira é o assunto do momento nos Estados Unidos e os americanos estarão atentos na noite desta quarta-feira ao debate entre os candidatos à Presidência, democrata Barack Obama e republicano John McCain.

O encontro acontece às 21h (22h em Brasília) na Universidade Hofstra, em Nova York, e focará no principal tema da campanha deste ano: a economia e a crise financeira vivida pelos Estados Unidos. Na televisão, a rede americana CNN transmite ao vivo em inglês e com tradução em espanhol e a GloboNews, também ao vivo, com tradução simultânea para o português.

Jim Bourg-13out.08 /Reuters
Stagehands working for the Commission on Presidential Debates lift the traditional eagle sign into place at the site of the third and final US presidential debate between Democratic presidential nominee Senator Barack Obama and Republican presidential nominee Senator John McCain to be held at Hofstra University in Hempstead, New York, October 13, 2008. The debate is scheduled to be held on October 15. REUTERS/Jim Bourg (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Funcionários preparam cenário do último debate presidencial americano

Se há um assunto que os eleitores estão ansiosos por ouvir são as soluções dos candidatos --um dos quais terá que efetivamente enfrentar as conseqüências desta crise-- têm a oferecer neste terceiro e último confronto direto.

Mesmo aqueles que já decidiram seu voto para o dia 4 de novembro, afirma reportagem do jornal "The New York Times", querem entender melhor as especificidades dos planos de Obama e McCain não apenas para consertar o mercado financeiro e a crise imobiliária, mas para evitar que tudo acontece outra vez.

"Em um tempo tão crítico para a economia, os cidadãos deste país querem ouvir a posição de cada candidato sobre como resolver a crise", disse Rafael Miranda, 68, da Carolina do Norte. Democrata, ele afirmou ao "NYT" que está cansado da campanha negativa de McCain na televisão e nos comícios e da reação de Obama "que começou a divulgar sua própria campanha negativa".

Para Stephen Heine, 62, de Ohio, senador Obama não tem idéias próprias e busca em assessores e pessoas próximas para desenvolver suas opiniões. "McCain, por sua vez, tem talvez os piores assessores de campanha", afirmou.

Mesmo diante da ansiedade gerada pela crise financeira, a professora de ciência política da Universidade de Califórnia, Lynn Vavreck, não prevê grandes novidades --ou efeitos- para o debate desta quarta-feira. "Os dois senadores apresentaram novas propostas para a crise nesta semana, acho difícil que tenham restado cartas na manga para o confronto", afirma.

Ela diz que a postura e a firmeza de Obama e McCain ao defender suas propostas será mais importantes do que os detalhes em si. "Os eleitores não entendem os detalhes dos planos, mas percebem quem está falando com mais confiança e quem mostra que pode efetivamente resolver a crise."

Última chance

Alex Brandon/Carlos Barria /AP/Reuters
O senador democrata Barack Obama aparece com vantagem sobre o colega republicano John McCain na corrida à Presidência dos EUA
Democrata Barack Obama (esq.) chega ao debate com vantagem sobre o rival republicano John McCain na corrida à Presidência

Embora as expectativas sejam altas para ambos os presidenciáveis, a pressão é maior sobre o republicano McCain, que terá neste debate sua última chance de confronto direto com o rival e uma das últimas oportunidades de reviver sua candidatura.

Para os analistas e os próprios republicanos, McCain precisa diferenciar seu plano econômico das propostas democratas e mostrar aos espectadores que é tão apto quanto o rival para retomar a aceleração econômica do país.

"Eu acho que o que ele tem que fazer é falar dos temas. Ele tem que falar de seu plano econômico", disse a analista política da rede de televisão CNN, Gloria Borger. "Sim, ele tem que convencer os eleitores de que tem o julgamento para ser presidente, mas ele tem também que convencer eleitores a gostar dele", continuou.

Desde que a crise financeira estourou nos Estados Unidos, com o pedido de concordata do tradicional banco Lehman Brothers, Obama consolidou sua vantagem nas pesquisas em cima da imagem dos eleitores de que é mais apto a lidar com a situação econômica do país.

Para o editor de política da CNN, Mark Preston, McCain precisa de algo "que mude o jogo" neste confronto, provavelmente sua "última chance de falar diretamente à milhões de americanos sobre sua visão dos EUA".

"McCain deu azar de a crise ter estourado durante a disputa presidencial", afirma Vavreck, especialista em campanhas presidenciais. "A economia é seu ponto fraco e ele sofre com a má fama do governo republicano, que os eleitores consideram culpado pela atual situação de crise."

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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