Americanos esperam novas respostas à crise no debate entre Obama e McCain
colaboração para a Folha Online
A grave crise financeira é o assunto do momento nos Estados Unidos e os americanos estarão atentos na noite desta quarta-feira ao debate entre os candidatos à Presidência, democrata Barack Obama e republicano John McCain.
O encontro acontece às 21h (22h em Brasília) na Universidade Hofstra, em Nova York, e focará no principal tema da campanha deste ano: a economia e a crise financeira vivida pelos Estados Unidos. Na televisão, a rede americana CNN transmite ao vivo em inglês e com tradução em espanhol e a GloboNews, também ao vivo, com tradução simultânea para o português.
| Jim Bourg-13out.08 /Reuters |
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| Funcionários preparam cenário do último debate presidencial americano |
Se há um assunto que os eleitores estão ansiosos por ouvir são as soluções dos candidatos --um dos quais terá que efetivamente enfrentar as conseqüências desta crise-- têm a oferecer neste terceiro e último confronto direto.
Mesmo aqueles que já decidiram seu voto para o dia 4 de novembro, afirma reportagem do jornal "The New York Times", querem entender melhor as especificidades dos planos de Obama e McCain não apenas para consertar o mercado financeiro e a crise imobiliária, mas para evitar que tudo acontece outra vez.
"Em um tempo tão crítico para a economia, os cidadãos deste país querem ouvir a posição de cada candidato sobre como resolver a crise", disse Rafael Miranda, 68, da Carolina do Norte. Democrata, ele afirmou ao "NYT" que está cansado da campanha negativa de McCain na televisão e nos comícios e da reação de Obama "que começou a divulgar sua própria campanha negativa".
Para Stephen Heine, 62, de Ohio, senador Obama não tem idéias próprias e busca em assessores e pessoas próximas para desenvolver suas opiniões. "McCain, por sua vez, tem talvez os piores assessores de campanha", afirmou.
Mesmo diante da ansiedade gerada pela crise financeira, a professora de ciência política da Universidade de Califórnia, Lynn Vavreck, não prevê grandes novidades --ou efeitos- para o debate desta quarta-feira. "Os dois senadores apresentaram novas propostas para a crise nesta semana, acho difícil que tenham restado cartas na manga para o confronto", afirma.
Ela diz que a postura e a firmeza de Obama e McCain ao defender suas propostas será mais importantes do que os detalhes em si. "Os eleitores não entendem os detalhes dos planos, mas percebem quem está falando com mais confiança e quem mostra que pode efetivamente resolver a crise."
Última chance
| Alex Brandon/Carlos Barria /AP/Reuters |
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| Democrata Barack Obama (esq.) chega ao debate com vantagem sobre o rival republicano John McCain na corrida à Presidência |
Embora as expectativas sejam altas para ambos os presidenciáveis, a pressão é maior sobre o republicano McCain, que terá neste debate sua última chance de confronto direto com o rival e uma das últimas oportunidades de reviver sua candidatura.
Para os analistas e os próprios republicanos, McCain precisa diferenciar seu plano econômico das propostas democratas e mostrar aos espectadores que é tão apto quanto o rival para retomar a aceleração econômica do país.
"Eu acho que o que ele tem que fazer é falar dos temas. Ele tem que falar de seu plano econômico", disse a analista política da rede de televisão CNN, Gloria Borger. "Sim, ele tem que convencer os eleitores de que tem o julgamento para ser presidente, mas ele tem também que convencer eleitores a gostar dele", continuou.
Desde que a crise financeira estourou nos Estados Unidos, com o pedido de concordata do tradicional banco Lehman Brothers, Obama consolidou sua vantagem nas pesquisas em cima da imagem dos eleitores de que é mais apto a lidar com a situação econômica do país.
Para o editor de política da CNN, Mark Preston, McCain precisa de algo "que mude o jogo" neste confronto, provavelmente sua "última chance de falar diretamente à milhões de americanos sobre sua visão dos EUA".
"McCain deu azar de a crise ter estourado durante a disputa presidencial", afirma Vavreck, especialista em campanhas presidenciais. "A economia é seu ponto fraco e ele sofre com a má fama do governo republicano, que os eleitores consideram culpado pela atual situação de crise."
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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