Obama e McCain trocam ataques e discutem novos temas em último debate
da Folha Online
Na última chance de dar uma guinada na campanha, o candidato republicano à Casa Branca, John McCain, partiu para o tudo ou nada no debate com o democrata Barack Obama na noite desta quarta-feira. Embora a crise econômica tenha se mantido no centro da discussão, temas como livre comércio, energia e baixaria das campanhas apareceram. Mesmo o Brasil entrou em pauta.
| Ron Edmonds/AP |
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| Obama e McCain se sentam frente a frente para terceiro e último debate presidencial |
"Eu me opus a subsídios para o álcool porque pensei que ele distorcia o mercado e criava inflação, enquanto Obama os apoiou. Eu eliminaria as tarifas de importação sobre o álcool do Brasil, feito a partir de cana-de-açúcar", disse McCain para evidenciar seu apoio ao livre comércio, em oposição a Obama. "Por causa de acordos anteriores, feitos pelo presidente Clinton [democrata], nossos produtos pagam para entrar na Colômbia, enquanto os deles não. É o país que libertou três americanos e que tem nos ajudado no combate ao narcotráfico."
"O senador Obama não quer acordo com a Colômbia, mas quer acordo sem pré-condições com [o presidente venezuelano Hugo] Chávez que apóia as Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia]", acusou McCain, em resposta.
Obama não mencionou o álcool brasileiro, mas disse que o livre comércio pode ser expandido, desde que o país pare de agir como se "todo livre comércio fosse bom livre comércio". "Estamos, agora, recebendo centenas de milhares de carros da Coréia do Sul, mas nós só enviamos 4.000 ou 5.000 para a Coréia do Sul. Isso não é livre comércio."
Obama defendeu que os acordos de livre comércio dos EUA cobrem contrapartidas de responsabilidade ambiental e trabalhista, inclusive de montadoras. "Eu acho importante que as montadoras assegurem a produção de carros de baixo gasto de combustível no futuro."
"Temos que entender que não podemos resolver o problema perfurando petróleo, porque consumimos muito. Temos que investir em energia alternativa, em energia eólica, em biocombustível. Detroit pode gerar 5 milhões de empregos se investir em carros movidos a energia alternativa", acrescentou Obama.
Mudança
Mais uma vez os dois candidatos quiseram se apresentar como agentes de mudança na atual política americana. Mccain, pela primeira vez nos três embates contra Obama, reagiu de forma agressiva às tentativas do democrata de ligá-lo a Bush. Afirmou que "não era Bush".
"Não sou o presidente Bush, senador Obama. Se você queria disputar a Presidência com Bush, deveria ter concorrido há quatro anos. Vou dar uma nova diretiz para a economia deste país", afirmou McCain, tentando dissociar sua imagem dos oito anos de política econômica frustrada de Bush.
"Então, se ocasionalmente troquei suas políticas pelas de George Bush, é porque sobre os principais assuntos econômicos que importam para o povo americano, sobre política fiscal, energética e prioridades, você tem sido um grande apoiador do presidente Bush", rebateu Obama.
Defensiva
Diferentemente dos debates anteriores, desta vez, McCain conseguiu colocar Obama em posição defensiva por algum tempo, acusando-o de fazer campanha negativa; de estar ligado a terrorismo; e de tentar fraudar registros de eleitores.
| Jim Bourg /Reuters |
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| Senador John McCain faz careta ao ir para lado errado do palco, após cumprimentar Barack Obama antes do início do debate |
"Eu acho que a campanha poderia ser diferente. Muitas coisas desagradáveis poderiam não ser citadas, como o senador democrata John Lewis que ligou a mim e a minha vice, a governadora Sarah Palin, a políticas segregacionistas", afirmou McCain citando acusações de um democrata sobre o caráter racial das críticas a Obama.
Obama rebateu afirmando que espera-se que campanhas presidenciais sejam "duras". "Segundo dados de pesquisa desta rede de TV, dois terços dos americanos acham que McCain só faz críticas em sua campanha. Sei que 100% de seus anúncios são negativos", acusou o democrata.
Sobre as acusações, Obama disse que LOUIS "foi longe demais", mas confirmou o ressentimento em relação ao fato de gritos de "terrorista" e "matem-no" terem sido ouvidos em comícios republicanos. "Eu acho que Lewis queria dizer para termos cuidados com o modo como lidamos com nossos partidários."
Mesmo em posição defensiva, Obama insistiu em reafirmar que não apóia os atos terroristas de que Bill Ayers participou 40 anos atrás; que Ayers não estará envolvido em suas decisões, na Presidência; e que não está ligado à empresa que fez registros falsos de eleitores em seu favor. "Você focou tanto nisso e isso diz mais sobre a sua campanha do que sobre mim", criticou o democrata.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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