Mundo
16/10/2008 - 08h00

Pesquisas apontam vitória de Obama no último debate

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da Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, venceu o terceiro e último debate contra seu rival o republicano, John McCain, de acordo com pesquisas de opinião divulgadas logo após o encontro ocorrido na noite de ontem na Universidade de Hofstra, em Nova York.

Segundo pesquisa CNN/Opinion Research Corp., 58% dos entrevistados disseram achar que Obama se saiu melhor no debate, contra 31% que disseram acreditar que McCain foi melhor. Como a economia era o tema dominante do encontro, 59% dos entrevistados na pesquisa disseram achar que Obama trataria melhor dos assuntos econômicos, 24 pontos à frente de McCain.

Ron Edmonds/AP
Obama e McCain se sentam frente a frente para terceiro e último debate presidencial
Obama e McCain se sentam frente a frente para terceiro e último debate presidencial

Resultados parecidos mostra outra pesquisa, dessa vez da rede de televisão CBS. A sondagem aponta que 53% dos eleitores acreditam que Obama superou McCain no debate realizado na noite de ontem e 22% disseram achar que McCain foi o vencedor. Do total, 25% acreditam que o debate terminou empatado.

Antes do debate, 54% dos entrevistados pelas pesquisas disseram acreditar que Obama possuía os mesmos valores que eles. Essa porcentagem aumentou para 64% após o encontro. No caso de McCain, 52% acreditavam ter valores parecidos com o dele antes do debate, enquanto 55% disseram o mesmo após o encontro desta noite.

O primeiro debate entre os candidatos ocorreu em Oxford, Mississippi, no dia 26 de setembro. De acordo com a pesquisa CNN/Opinion Research Corp. divulgada à época, 51% dos entrevistados disseram achar que Obama venceu o debate e 38% disseram achar que Mccain se saiu melhor. Já o segundo debate presidencial ocorreu em Nashville, Tennessee, no dia 7 de outubro. Desta vez, a pesquisa indicou que 54% dos entrevistados disseram acreditar que Obama venceu o debate contra 30% de McCain.

Temas

Na última chance de dar uma guinada na campanha, McCain partiu para o tudo ou nada no debate com Obama. Embora a crise econômica tenha se mantido no centro da discussão, temas como livre comércio, energia e baixaria das campanhas apareceram. Até o Brasil entrou em pauta.

"Eu me opus a subsídios para o álcool porque pensei que ele distorcia o mercado e criava inflação, enquanto Obama os apoiou. Eu eliminaria as tarifas de importação sobre o álcool do Brasil, feito a partir de cana-de-açúcar", disse McCain para evidenciar seu apoio ao livre comércio, em oposição a Obama. "Por causa de acordos anteriores, feitos pelo presidente Clinton [democrata], nossos produtos pagam para entrar na Colômbia, enquanto os deles não. É o país que libertou três americanos e que tem nos ajudado no combate ao narcotráfico."

Jim Bourg /Reuters
Senador John McCain faz careta ao ir para lado errado do palco, após cumprimentar Barack Obama antes do início do debate
Senador John McCain faz careta ao ir para lado errado do palco, após cumprimentar Barack Obama antes do início do debate

"O senador Obama não quer acordo com a Colômbia, mas quer acordo sem pré-condições com [o presidente venezuelano Hugo] Chávez que apóia as Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia]", acusou McCain.

Obama não mencionou o álcool brasileiro, mas disse que o livre comércio pode ser expandido, desde que o país pare de agir como se "todo livre comércio fosse bom livre comércio". "Estamos, agora, recebendo centenas de milhares de carros da Coréia do Sul, mas nós só enviamos 4.000 ou 5.000 para a Coréia do Sul. Isso não é livre comércio."

Obama defendeu que os acordos de livre comércio dos EUA cobrem contrapartidas de responsabilidade ambiental e trabalhista, inclusive de montadoras. "Eu acho importante que as montadoras assegurem a produção de carros de baixo gasto de combustível no futuro."

"Temos que entender que não podemos resolver o problema perfurando petróleo, porque consumimos muito. Temos que investir em energia alternativa, em energia eólica, em biocombustível. Detroit pode gerar 5 milhões de empregos se investir em carros movidos a energia alternativa", acrescentou Obama.

Bush

Mais uma vez os dois candidatos quiseram se apresentar como agentes de mudança na atual política americana. Mccain, pela primeira vez nos três embates contra Obama, reagiu de forma agressiva às tentativas do democrata de ligá-lo a Bush. Afirmou que "não era Bush".

"Não sou o presidente Bush, senador Obama. Se você queria disputar a Presidência com Bush, deveria ter concorrido há quatro anos. Vou dar uma nova diretiz para a economia deste país", afirmou McCain, tentando dissociar sua imagem dos oito anos de política econômica frustrada de Bush.

"Então, se ocasionalmente troquei suas políticas pelas de George Bush, é porque sobre os principais assuntos econômicos que importam para o povo americano, sobre política fiscal, energética e prioridades, você tem sido um grande apoiador do presidente Bush", rebateu Obama.

Com Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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