Mundo
16/10/2008 - 09h49

Justiça espanhola acusa três técnicos da Spanair por tragédia

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da Folha Online

O juiz Juan Javier Pérez, que investiga o acidente do avião da Spanair ocorrido em agosto no aeroporto de Barajas --e que deixou 154 mortos--, acusou três técnicos da companhia encarregados de revisar o aparelho antes da queda de homicídio e lesão corporal, informaram fontes judiciais nesta quarta-feira.

Os indiciados são o chefe de manutenção da Spanair no aeroporto de Madri, o mecânico que trabalhou em uma avaria no avião antes do acidente e outro técnico que trabalhou na aeronave. Os três prestarão depoimento no próximo dia 12 de novembro.

20.ago.08/Efe
Equipes retiram fuselagem de avião da Spanair que caiu no aeroporto de Madri
Equipes retiram fuselagem de avião da Spanair que caiu no aeroporto de Madri

De acordo com o jornal espanhol "El País", o juiz decidiu interrogá-los na qualidade de acusados de 154 supostos crimes de homicídio e outros 18 supostos crimes de lesão.

O juiz investiga se a intervenção dos técnicos no avião, que teve uma avaria antes do acidente, influiu na tragédia. O MD-82 da Spanair, que faria a viagem entre Madri e Las Palmas, caiu deixando 154 mortos e 18 feridos, a maior catástrofe aérea na Espanha em 25 anos.

De acordo com o jornal "El Mundo", o juiz faz referência também ao fato de que o sistema de flaps falhou em duas ocasiões em dias anteriores ao do acidente. Em ambos os casos, segundo o jornal, o técnico se limitou a reiniciar o sistema. Além disso, o juiz decidiu criar uma comissão de investigação do acidente paralela à já existente.

Problemas elétricos, falta de potência e falhas no reverso já foram apontados como possíveis causa da queda do avião, nos últimos meses. A tragédia aconteceu quando a aeronave, com 164 passageiros e nove tripulantes a bordo, caiu próximo a uma das pistas do aeroporto de Barajas, instantes depois de ter decolado com destino às Ilhas Canárias.

Com France Presse

 

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