McCain aumenta pressão sobre Obama na reta final da campanha
da Reuters, em Nova York
colaboração para a Folha Online
O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, foi cauteloso, mas não poupou o rival democrata no último grande evento da campanha presidencial americana. No terceiro debate, McCain teve o seu desempenho mais expressivo e rebateu duramente as comparações com o impopular presidente George W. Bush.
"Senador Obama, não sou o presidente Bush. Se o senhor quisesse ter concorrido contra o presidente Bush, deveria ter concorrido há quatro anos", afirmou o senador, cansado de um dos principais argumentos da campanha democrata.
| Gary Hershorn-15out.08/Reuters |
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| Democrata Barack Obama, sua mulher, Michelle, (à esq.) cumprimentam os republicanos John McCain e sua mulher, Cindy |
E se não houve momentos que, ao menos em primeira impressão, pudessem mudar o rumo da campanha para a eleição de 4 de novembro, McCain aumentou a pressão sobre Obama e retomou todos os duros ataques que fez em comícios.
"Não achei que Obama estivesse confortável desta vez como estava nos dois outros debates, mas realmente não ouvi nenhuma gafe, nenhum grande erro", disse Larry Sabato professor de Ciência Política na Universidade da Virgínia.
McCain tentou repetidamente despertar a desconfiança em torno de Obama. Ao contrário das ocasiões anteriores, desta vez ele citou os contatos do rival com o ex-militante esquerdista William Ayers, fundador de um grupo responsável por atentados contra o Pentágono e o Congresso nas décadas de 1960 e 1970.
"O povo americano vai avaliar a relação de Obama com eles. Minha campanha tem a ver em colocar a economia de volta aos trilhos, não vou aumentar os impostos como senador Obama quer", disse o republicano em meio ao debate sobre a campanha negativa dos dois lados.
"Esse foi o melhor debate de McCain", avalia o estrategista republicano Scott Reed. "Ele manteve Obama na defensiva na maior parte da noite e fechou com confiança. Confiança e discernimento são o que vai importar nesse negócio."
Ataques
| AP |
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| John McCain colocou Barack Obama na defensiva no debate desta terça-feira |
Diferentemente dos debates anteriores, McCain conseguiu colocar Obama em posição defensiva por algum tempo, acusando-o de fazer campanha negativa.
"Eu acho que a campanha poderia ser diferente. Muitas coisas desagradáveis poderiam não ser citadas, como o senador democrata John Lewis que ligou a mim e a minha vice, a governadora Sarah Palin, a políticas segregacionistas", afirmou McCain citando acusações de um democrata sobre o caráter racial das críticas a Obama.
Obama rebateu afirmando que espera-se que campanhas presidenciais sejam "duras". "Segundo dados de pesquisa desta rede de TV, dois terços dos americanos acham que McCain só faz críticas em sua campanha. Sei que 100% de seus anúncios são negativos", acusou o democrata.
Sobre as acusações, Obama disse que Lewis "foi longe demais", mas confirmou o ressentimento em relação ao fato de gritos de 'terrorista' e 'matem-no' terem sido ouvidos em comícios republicanos. "Eu acho que Lewis queria dizer para termos cuidados com o modo como lidamos com nossos partidários."
Mesmo em posição defensiva, Obama insistiu em reafirmar que não apóia os atos terroristas de que Bill Ayers participou 40 anos atrás; que Ayers não estará envolvido em suas decisões, na Presidência; e que não está ligado à empresa que fez registros falsos de eleitores em seu favor. "Você focou tanto nisso e isso diz mais sobre a sua campanha do que sobre mim", criticou o democrata.
Outro lado
Embora as campanhas ainda não tenham se pronunciado oficialmente, o democrata Obama parece ter aprovado seu desempenho no confronto e sua reação aos duros ataques do rival republicano.
Em evento em Nova York, ele afirmou que a campanha "está a 19 dias não do fim, mas do começo". "Nós nos divertimos muito na noite passada", disse o democrata em um café-da-manhã de arrecadação de verbas para cerca de 120 pessoas.
O senador, que disse, em tom de brincadeira, "estar profundamente triste" por não haver mais debates, lembrou que "a quantidade de trabalho para o próximo presidente será extraordinária".
Ele ressaltou, contudo, que ainda não é momento de comemorar. Embora esteja na liderança das pesquisas de intenção de voto desde o estouro da crise financeira em setembro e que tenha sido apontado como o vencedor do confronto pelas pesquisas com espectadores, ele lembra que a corrida pode trazer surpresas.
"Nós acabamos derrotados", lembrou, sobre a derrota surpreendente em janeiro nas primárias democratas de New Hampshire, onde era favorito contra a senadora Hillary Clinton.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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