Mundo
16/10/2008 - 15h19

Obama lembra de primárias e pede cautela com vitória antecipada

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colaboração para a Folha Online

Há um mês, o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, está à frente nas pesquisas e saiu vencedor dos três debates contra o rival republicano, John McCain. Contudo, ele pediu cautela a seus apoiadores nesta quinta-feira para que não declarem vitória antecipada.

Obama lembrou da primária de New Hampshire, na qual era favorito nas pesquisas sobre a disputa contra a senadora Hillary Clinton e disse que muito está em jogo nestes últimos 19 dias de campanha.

Jim Bourg /Reuters
U.S. Democratic presidential nominee Sen. Barack Obama (D-IL) responds during the presidential debate with Republican presidential nominee Sen. John McCain (R-AZ) at Hofstra University in Hempstead, New York, October 15, 2008. REUTERS/Jim Bourg (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Barack Obama participa do último debate; ainda é muito cedo para comemorar

"Para aqueles que estão se sentindo confiantes e felizes e acreditam que tudo está resolvido, eu tenho apenas duas palavras para vocês: New Hampshire", disse Obama, em café-da-manhã de arrecadação de fundos com 120 convidados, em Nova York.

"Você sabe que eu já estive nesta posição antes, na qual nós éramos favoritos e a imprensa começou a se empolgar e nós acabamos derrotados. E esta é uma outra boa lição que Hillary Clinton me ensinou", continuou Obama.

O novato senador por Illinois começou a disputa pela nomeação democrata com um dos grandes azarões. Contudo, com vitórias cada vez mais constantes e sua popularidade crescente, Obama acabou com o favoritismo de Hillary na disputa e ganhou o crucial apoio dos superdelegados, líderes partidários que votam independentemente das primárias.

Há mais de um mês do fim das primárias, em 3 de junho, Obama já estava a frente em delegados, votos populares e superdelegados e a matemática eleitoral deixava cada vez mais distante a esperança de uma reviravolta na corrida.

Mesmo assim, Obama não se declarou vencedor até a saída oficial de Hillary, sua última rival democrata, na disputa, anunciada em evento de campanha em 7 de junho. Vinte dias depois, os dois apareceram juntos em comício pela primeira vez, na simbólica cidade de Unity, em New Hampshire --onde cada um recebeu 107 votos.

Reta final

Aos seus colaboradores de campanha, Obama lembrou que ainda faltam 19 dias para a eleição de 4 de novembro e, apenas dez horas após o último grande evento da campanha, disse que será necessário muito trabalho duro até chegar à Casa Branca.

"Nós teremos que trabalhar tão duro como nunca fizemos em nossas vidas, simplesmente para começar o que serão quatro anos muito difíceis e desafiadores, mas também muito plenos nos quais poderemos colocar o país de volta ao caminho certo", disse.

Contudo, será difícil conter os ânimos democratas. Obama continua com uma boa margem em cima de McCain na maioria das pesquisas nacionais. Uma média feita pela CNN nesta quarta-feira aponta que o democrata tem 51% contra 42% de McCain. Já pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada nesta quinta-feira aponta que o democrata tem cinco pontos de vantagem sobre McCain, com 49% contra 44%.

A pesquisa foi feita com 1.210 pessoas, com margem de erro de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos.

O especialista em pesquisas John Zogby disse que os resultados continuam mudando pouco desde o início das pesquisas diárias, em 7 de outubro, com Obama mantendo uma vantagem consistente de entre 2 e 6 pontos. "Para McCain, ele continua no jogo, mas não está se movendo e é isso que o deveria estar preocupando", disse ele.

Estados

Talvez mais importante que as pesquisas de intenção de voto, Obama lidera no mapa dos colégios eleitorais. Como as eleições são indiretas, e os delegados do Colégio Eleitoral são os reais responsáveis pela escolha do novo presidente, este mapa é um indicador mais claro do possível cenário da eleição.

De acordo com pesquisas de intenção de voto realizadas Estado a Estado compiladas pelo Real Clear Politics, Obama 286 votos --mais que os 270 mínimos-- e McCain, 158. Outros 94 votos pertencem aos Estados indecisos --Nevada, Missouri, Flórida, Indiana, Ohio, Virgínia Ocidental e Carolina do Norte.

O número de delegados de cada Estado é decidido de acordo com a população de cada um dos Estados e eles tendem a votar em consonância com o voto popular.

Arte/Folha Online
Mapa Tendências 15/10/2008
Mapa Tendências 15/10/2008
Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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