Mundo
26/09/2002 - 10h16

Combates entre soldados russos e rebeldes tchetchenos matam 50

da France Presse, em Galashki (Rússia)

Soldados russos e rebeldes tchetchenos travaram hoje os combates mais violentos dos últimos dois anos na Inguchétia, república vizinha à Tchetchênia, que deixaram cerca de 50 mortos. A artilharia e aviação russas bombardearam um povoado nas montanhas, causando a fuga de centenas de pessoas.

Dois aviões de combate russos bombardearam esta manhã o povoado de Galashki, no Cáucaso Norte, após combates intensos entre soldados russos e rebeldes tchetchenos, que deixaram 50 mortos nas últimas horas, segundo o Estado-Maior da Rússia.

O corpo de um homem de 30 anos, portador de um passaporte britânico com o nome de Roderick John Scott, foi encontrado entre os rebeldes mortos em Galashki, segundo a Presidência russa. Uma câmera de vídeo e um grande número de fitas cassete foram achados perto do corpo.

Um helicóptero militar russo Mi-24 foi derrubado por um míssil rebelde hoje cedo, perto desse povoado, segundo um porta-voz do Exército russo e testemunhas ouvidas. Os dois pilotos morreram, além de oito homens nas fileiras russas e cerca de 30 entre os tchetchenos, afirmou o porta-voz.

O líder tchetcheno Ruslan Guelaiev disse que dirigia a "operação" contra as forças federais. Segundo o Estado-Maior, as perdas entre os rebeldes chegariam a 50 homens, e cinco combatentes foram detidos. As forças russas teriam perdido dez homens, segundo as mesmas fontes.

Tropas de reforço russas dirigiam-se esta manhã a Galashki, um povoado de 6.000 habitantes, entre eles 1.500 refugiados tchetchenos. Os civis fugiam do local dos combates em carros e caminhões. Segundo uma moradora, a violência começou domingo passado e há vítimas entre os civis.

As forças russas afirmam que entre 150 e 300 combatentes procedentes da Geórgia entrincheiraram-se em Galashki.

A Geórgia diz que está realizando com sucesso operações contra os separatistas tchetchenos. Anteontem, em Varsóvia (Polônia), o ministro russo da Defesa, Sergei Ivanov, repetiu a jornalistas a ameaça de atacar a Geórgia para controlar os rebeldes.

 

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