Depois de debate tenso, Obama e McCain trocam piadas em jantar de caridade
colaboração para a Folha Online
Os candidatos à Casa Branca, democrata Barack Obama e republicano John McCain, trocaram o clima tenso e os duros ataques por piadas carregadas de ironia e alfinetadas em um jantar de caridade em Nova York, na quinta-feira
O jantar aconteceu menos de 24 horas depois do terceiro e último debate presidencial no qual os dois senadores trocaram ataques e McCain aumentou a pressão sob o rival, acusando-o de fazer campanha negativa; de estar ligado a terrorismo; e de tentar fraudar registros de eleitores.
Os presidenciáveis, com roupa de galas, foram as estrelas de um jantar para arrecadar fundos em favor de crianças carentes no luxuoso hotel Waldorf Astoria. O 63º jantar anual Fundação Memorial Alfred E. Smith é uma tradição política em Manhattan, nomeado em homenagem ao ex-governador de Nova York e uma parada regular dos candidatos à Casa Branca. O evento, organizado pela Arquidiocese Católica do Estado arrecadou cerca de US$ 4 milhões.
| Carolyn Kaster/AP |
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| Republicano John McCain (esq.) e o democrata Barack Obama se cumprimentam em jantar |
McCain foi o primeiro a subir ao palco e a fazer suas piadas. Ele anunciou que demitiu toda a equipe de campanha e a substituiu por Joe, o encanador, o homem de Ohio que se tornou famoso da noite para o dia depois de ter sido mencionado 26 vezes no debate presidencial.
"Joe o encanador assinou um contrato muito lucrativo com um casal rico para cuidar das sete casas deles", afirmou, em uma referência a suas propriedades nos Estados Unidos. Recentemente, McCain foi duramente criticado pelos democratas por não saber dizer quantas casas possuía, lapso que Obama logo aproveitou para desenhar o rival como "alheio" aos problemas econômicos do cidadão comum.
O senador por Arizona também brincou com outros aspectos da campanha, como seu desempenho ruim nas pesquisas. A 18 dias da eleição, ele continua atrás do democrata Obama nas sondagens de intenção de voto e perde também na especulação dos colégios eleitorais.
"Há sinais de esperança, inclusive nos locais mais inesperados, como neste salão repleto de democratas de Manhattan. Não posso deixar de sentir que alguém me prefere. Estou feliz de te ver aqui esta noite Hillary!"
Em uma mudança drástica do tom de quarta-feira, quando criticou constantemente as propostas de Obama e seu histórico no Senado, McCain reconheceu a importância do democrata para os EUA. "O senador Obama fala de fazer história, e ele já fez muito até agora." "Houve um tempo em que convidar um cidadão afroamericano para jantar na Casa Branca era considerado algo irrefletido e um insulto em vários setores. Não posso desejar a meu concorrente sorte, mas sim o melhor."
McCain disse também que Obama "está pronto para qualquer contingência, até mesmo a possibilidade de uma mudança dramática e repentina". "Disseram que no primeiro sinal de recuperação, ele vai suspender sua campanha e voar imediatamente a Washington para resolver a crise", falou o senador.
A fala foi uma referência às críticas por sua estratégia --que não funcionou nas pesquisas-- de suspender sua campanha antes da aprovação do plano de resgate do mercado financeiro para tentar encontrar uma solução junto aos membros do governo. Na época, McCain esperava mostrar que estava disposto a abandonar a política, porque coloca o país em primeiro lugar e chegou a dizer que não iria ao primeiro debate presidencial, marcado para 26 de setembro.
Humor democrata
Depois de ouvir o rival --e dividir algumas risadas de cortesia--, Obama subiu ao palco para discursar e não ficou atrás nas piadas.
| Andrew Theodorakis/AP |
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| McCain e Obama conversam com a cardeal Edward Egan durante jantar de caridade |
O democrata brincou com a crise hipotecária ao afirmar que a mesma atingiu McCain e suas sete propriedades mais que qualquer outra pessoa e lembrou a idade do senador por Arizona, que é o homem mais velho a concorrer ao primeiro mandato.
Ao falar diretamente com o bisneto de Al Smith, governador democrata de Nova York em quatro mandatos nos anos 1920, disse: "Obviamente não conheci seu bisavô, mas por tudo que McCain me contou".
Depois fez piada com seu segundo nome, Hussein --que foi citado diversas vezes por nomes republicanos em comícios de McCain na campanha do medo orquestrada por parte dos republicanos contra o democrata.
"Muitos de vocês sabem que fui batizado com o nome Barack em homenagem a meu pai. Meu segundo nome recebi de alguém que evidentemente nunca imaginou que um dia eu seria candidato a presidente." Obama aproveitou o clima de bom humor para falar de seu passado --uma história incomum a qual ele normalmente se refere para ressaltar a terra das oportunidades que é a América.
"Ao contrário dos rumores que vocês podem ter ouvido, eu não nasci em uma manjedoura. Eu nasci em Krypton e fui enviado para cá por meu pai, Jor-el, para salvar o planeta Terra", disse, em uma referência à história do Super-Homem.
O senador por Illinois aproveitou para lembrar de seu grande discurso de aceitação da nomeação democrata, que foi mudado do centro onde aconteceu a convenção democrata para um estádio, para acomodar os milhares de apoiadores de Obama. "Disseram inicialmente que eu poderia levar estes outdoors ao estádio Yankee", disse, "alguém poderia me dizer o que aconteceu com as colunas gregas que eu pedi?", continuou, após uma pausa.
Obama fez seu aguardado discurso de aceitação --no qual não poupou críticas a McCain-- em um cenário similar a um templo grego de colunas brancas. O cenário era muito similar também às colunas brancas que marcam a entrada da Casa Branca e são o plano de fundo dos anúncios presidenciais.
O democrata também não esqueceu a cortesia ao rival. Ele lembrou que poucos homens serviram seu país com "a mesma honra e distinção" de McCain, ex-piloto da Marinha e prisioneiro por mais de cinco anos durante a Guerra do Vietnã (1959-1975).
Com France Presse
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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