Mundo
17/10/2008 - 08h50

McCain faz participação tardia no programa de David Letterman

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colaboração para a Folha Online

O candidato presidencial republicano, John McCain, enfrentou com humor na quinta-feira seu maior "carrasco" na TV americana, o apresentador David Letterman, durante uma aparição no famoso Late Show.

A presença de McCain no programa de entrevistas, em Nova York, acabou com o desentendimento surgido no mês passado, após faltar ao programa para ir a Washington para negociações sobre a crise. Perguntado por Letterman sobre o motivo da ausência, McCain brincou: "Posso responder mesmo? Fiz besteira".

John Paul/Reuters
U.S. Republican presidential nominee Sen. John McCain (R-AZ) speaks to host David Letterman (R) during an appearance on "Late Show with David Letterman" in New York October 16, 2008. REUTERS/CBS/John Paul Filo/Handout (UNITED STATES). NO SALES. NO ARCHIVES. FOR EDITORIAL USE ONLY. NOT FOR SALE FOR MARKETING OR ADVERTISING CAMPAIGNS.
John McCain faz participação no programa Late Show, do apresentador David Letterman

O senador McCain participou de evento de campanha na Pensilvânia na quinta-feira e depois foi de helicóptero para Nova York para gravar sua aparição no programa da rede CBS.

O público se divertiu quando McCain, prisioneiro durante a Guerra do Vietnã (1959-1975), reclamou do bombardeio de perguntas de Letterman. "Não me divertia assim desde meu último interrogatório".

"Tenho um filho na Maninha e pedi que ele me enviasse por FedEx seu capacete e um colete à prova de balas, mas não chegaram a tempo", disse o senador, em tom de brincadeira, sobre as ferinas piadas que caracterizam o programa de Letterman.

O programa, muito descontraído, contrastou com a tensão do último debate contra o candidato democrata, Barack Obama, na noite de quarta-feira, no qual McCain se mostrou sério e até irritado com as constantes comparações com o impopular presidente George W. Bush.

O debate foi tema, como esperado, de muitas das perguntas de Letterman. McCain, que perdeu o debate para Obama segundo as pesquisas, afirmou que o confronto "foi muito bem".

Sobre sua companheira de chapa, a governadora do Alasca, Sarah Palin, McCain disse não conhecê-la tão bem pessoalmente, mas defendeu sua designação e a firmeza com que enfrentou as críticas lançadas contra ela, principalmente por sua pouca experiência política.

McCain afirmou também que a comediante Tina Fey fez um ótimo trabalho com usas imitações de Palin, que lhe renderam sucesso no Youtube e no humorístico Saturday Night Live.

Esta foi a 13ª participação de McCain no programa e a primeira depois que ele aceitou a nomeação republicana. Obama concedeu entrevista a Letterman em 10 de setembro.

Com agências de notícias internacionais

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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