EUA seguem exemplo do Brasil e testam tecnologias de votação eletrônica
da Reuters, em Los Angeles
Os Estados Unidos estão seguindo o exemplo da votação brasileira e testam novas tecnologias de votação eletrônica para abandonar as cédulas de papel e a demora na contagem que marcam as eleições no país.
Mas a mudança ainda é pequena. Na Califórnia, berço da indústria dos computadores, a maioria dos eleitores ainda usará papel e caneta para votar na eleição de 4 de novembro.
O país ainda vive a sombra da eleição presidencial de 2000, quando problemas na perfuração de cédulas --criadas em 1960-- da Flórida atrasaram em 35 dias o polêmico resultado da eleição que levou George W. Bush à Casa Branca. Para efeito de comparação, na última eleição presidencial brasileira, em 2006, os 130 milhões de votos foram apurados em cerca de 150 minutos.
| David Smith-30set.08/AP |
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| Eleitores preenchem cédulas para votação antecipada em Columbus; EUA testam novas teconolgias no processo eleitoral |
Embora as eleições americanas ainda pareçam incrivelmente atrasadas, especialistas dizem que desta vez o sistema será mais seguro e confiável do que em 2000 e 2004.
"Retiramos as cédulas perfuráveis, que se mostraram um jeito ruim de votar", disse Charles Stewart, chefe do departamento de Ciência Política do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e membro do Projeto de Tecnologia Eleitoral Caltech/MIT.
"Estamos também a ponto de aposentar as máquinas mecânicas com alavancas, que tampouco são uma forma muito boa de votar. Os eleitores que usam essas duas tecnologias eram 40% a 50% do eleitorado em 2000", disse.
A bagunça com as cédulas perfuráveis em 2000 provocou uma corrida para as urnas eletrônicas, mas problemas técnicos e de segurança em 2004 afetaram a reputação dessa nova tecnologia. Enquanto isso, eles investem em sistema de reconhecimento ótico para a contagem das cédulas.
Alguns Estados e Condados reajustaram seus sistemas eletrônicos, e neste ano cidades de 24 Estados usarão urnas eletrônicas ou máquinas com alavancas. Outros, porém, desistiram da eletrônica e voltaram ao papel.
Problemas
Mesmo com cédulas de papel, a Califórnia é o Estado mais preparado para enfrentar problemas no dia da eleição, afirma estudo do Centro Brennan para Justiça, da Universidade de Nova York. Já Texas, New Jersey e Virgínia são considerados um dos Estados menos preparados.
"Com certeza, haverá problemas em algum lugar, sempre há em um país tão vasto como o nosso, isso é muito complexo para nós", disse Lawrence Norden, diretor do Projeto de Tecnologia de Voto do Centro Brennan.
A maior dificuldade é que, nos EUA, ao contrário do Brasil, não existe um sistema único de votação --cada Estado ou Condado define o seu. Assim, o governo federal não consegue estabelecer um sistema único e impor tecnologia a todos os Estados.
"As regras deveriam ser as mesmas em todos os lugares e as pessoas deveriam saber o que esperar", disse Alexander. "Em vez disso, nós temos estes procedimentos que são infinitamente complexos."
Exemplo
No Brasil, a experiência com urnas eletrônicas começou nas eleições municipais de 1996, e nos pleitos seguintes as cédulas de papel foram gradualmente sendo eliminadas.
Nos próximos 5 a 10 anos, Tribunal Superior Eleitoral pretende adotar recursos para o reconhecimento da impressão digital dos eleitores, para diminuir fraudes e eliminar ao máximo a intervenção humana.
O Brasil costuma ceder urnas eletrônicas e seu conhecimento a outros países, mas não pretende vender as máquinas. E os EUA, segundo Janino, não pediram ajuda ao Brasil.
"Tínhamos um processo eleitoral demorado e fraudulento, totalmente não confiável, e essa foi a principal motivação para o nosso grande investimento nesta área", disse Giuseppe Janino, diretor de tecnologia do TSE.
A empresa Diebold --que tem contrato para fornecer as urnas eletrônicas ao Brasil-- é muito criticada pela tecnologia empregada nos EUA.
"Há países que usam papel e caneta e as pessoas confiam no processo, mesmo que seja manual e lento", disse Janino.
Mas Stewart espera maior progresso no uso de tecnologias no processo eleitoral, mesmo com os problemas da última eleição. "Eu ainda acho que há, ao menos em teoria, um papel para urnas eletrônicas em lugares com ambientes especialmente complicados", diz.
"O que prejudicou é que não estabelecemos um mecanismo para garantir ao público que são máquinas honestas", disse.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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