Mundo
17/10/2008 - 14h41

Obama e McCain disputam Estados republicanos na reta final da corrida

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colaboração para a Folha Online

Depois de um tenso debate e de trocarem piadas em um jantar de caridade, os candidatos à Presidência, Barack Obama e John McCain, retomaram a agenda de campanha nesta sexta-feira.

Os dois senadores têm comícios em Estados considerados redutos republicanos, onde Obama tenta ampliar sua vantagem no mapa eleitoral e McCain tenta manter a tradição partidária e reduzir a diferença nas pesquisas de intenção de voto.

Com as pesquisas indicando margens consolidadas ao democrata --a média das pesquisas da CNN dá a Obama 49% contra 43% de McCain--, McCain foi forçado a investir seu tempo e dinheiro em Estados garantidos pelo republicano George W. Bush em 2000 e 2004, incluindo Flórida, que ele visita nesta sexta-feira.

Efe/AP
Barack Obama/John McCain
Democrata Barack Obama (esq.) mantém liderança sobre republicano John McCain nas pesquisas de intenção de voto

Uma sondagem CNN/TIME/Opinion Research Corporation conduzida entre 11 e 14 de outubro aponta que Obama lidera no Estado com margem de 51% contra 46%. Já o site RealClearPolitics, site especializado em política, aponta que a Flórida é disputada com uma margem de apenas 3 pontos percentuais para Obama.

No final de semana, McCain vai para a Carolina do Norte, outro Estado que deu vitórias aos republicanos nos últimos anos e agora está na lista de empatados. Segundo o RealClearPolitics, Bush contava com vantagens de cerca de 12 pontos percentuais no Estado nas duas vezes em que disputou a eleição.

A candidata a vice republicana, Sarah Palin, que tem protagonizado uma dura campanha negativa contra Obama, participa de evento em Ohio e depois segue para Indiana.

Segundo pesquisa CNN, conduzida entre 3 e 6 de outubro, os republicanos mantém a disputa empatada em Indiana, mas estão atrás de Obama em Ohio, com 47% contra 50% do senador por Illinois --resultado que caracteriza empate na contagem feita pelo site.

"Cada vez mais, os republicanos estão tentando descobrir onde gastar dinheiro e recursos e eles estão frustados tentando achar um Estado azul [de tendência democrata] onde tenham chance de ganhar", disse John King, correspondente da CNN.

Democrata

Do outro lado, o democrata Obama aproveita sua vantagem nas pesquisas para garantir Estados solidamente republicanos, como a Virgínia.

Carolyn Kaster/AP
Republican presidential candidate Sen. John McCain, R-Ariz., left, and Democratic presidential candidate Sen. Barack Obama, D-Ill., shake hands as they arrive at the Alfred E. Smith Dinner at the Waldorf Astoria Hotel in New York, Thursday, Oct. 16, 2008. At center is Cardinal Edward Egan. (AP Photo/Carolyn Kaster)
Barack Obama e John McCain participam de jantar; os senadores retomaram campanha

A Virgínia não vota por um candidato democrata desde o presidente Lyndon Johnson, em 1964. Contudo, uma pesquisa da CNN conduzida entre 11 e 14 de outubro mostra que o senador democrata abriu margem de dez pontos sobre o rival, 53% a 43%.

Foi a conquista da Virgínia nas pesquisas que deu a Obama a vitória no mapa dos colégios eleitorais pela primeira vez, com mais do que os 270 votos dos delegados estaduais necessários para chegar à Casa Branca. Cauteloso com o clima de já ganhou, Obama mantém o investimento de sua campanha no Estado.

O companheiro de chapa de Obama, Joe Biden, leva a campanha democrata para Mesilla, Novo México (onde os democratas lideram com o apoio dos hispânicos) e em Henderson, Nevada, onde Bush ganhou nas duas últimas eleições.

O mapa do RealClearPolitics considera o Estado empatado, com a média das pesquisas dando margem de três pontos percentuais para o democrata.

Esta conquista é muito mais representativa para Obama do que as pesquisas de intenção de voto, já que a eleição nos Estados Unidos é indireta. Assim, a votação popular norteia os delegados estaduais que escolhem seu candidato à Presidência.

Cada Estado tem um determinado número de eleitores no colégio, baseado no tamanho de sua população e, em quase todos eles, o vencedor leva todos os votos eleitorais. Assim, Obama conquistou uma grande margem sobre McCain porque tem a seu favor a maioria dos Estados das costas leste e oeste americanas, locais como a Califórnia (com 55 votos eleitorais) e Nova York (com 31 votos).

Nacional

Pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada nesta sexta-feira confirma vantagem democrata no cenário nacional. Segundo a sondagem, Obama mantém 5 pontos de vantagem sobre o republicano McCain na disputa presidencial norte-americana, segundo pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada na sexta-feira.

Obama segue com 49% da preferência dos prováveis eleitores, contra 44% de McCain. A diferença entre ambos se manteve na comparação com o levantamento divulgado ontem. A pesquisa, feita junto a 1.210 pessoas, tem margem de erro de 2,9 pontos percentuais.

Contudo, o especialista em pesquisas John Zogby disse que os resultados divulgados nesta sexta-feira podem não refletir totalmente o impacto do debate, no qual McCain teve seu mais expressivo desempenho e aumentou a pressão sobre o rival.

"Somente um quarto dessa amostra foi coletada depois do debate, então teremos de esperar alguns dias para ver", disse. "Vamos ter que esperar até amanhã para ver se McCain conseguiu algum impulso."

Pesquisas rápidas feitas após o debate de quarta-feira apontaram Obama como vencedor do duelo. Pesquisas nacionais e realizadas em Estados-chave também favorecem o democrata.

O levantamento divulgado nesta sexta também mostra Obama com 19 pontos de vantagem sobre McCain entre os independentes. "Parece que os independentes estão se solidificando em torno de Obama e isso seria importante", disse Zogby.

O independente Ralph Nader tem 2% de apoio e o libertário Bob Barr ficou com apenas 1%.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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