Três dos principais jornais dos EUA declaram apoio a Barack Obama
da Folha Online
Três tradicionais jornais americanos declararam nesta sexta-feira apoio público ao candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama. A menos de três semanas das eleições presidenciais, os editoriais do "Los Angeles Times", "Chicago Tribune" e "Washington Post" expressam sua preferência partidária.
O apoio do "Chicago Tribune" tem peso político dobrado, já que é a primeira vez que a publicação defende um democrata para a Casa Branca. "Esse apoio é histórico para o jornal. É a primeira vez que apoiamos uma nomeação do Partido Democrata para a Presidência", disse o texto.
| Jim Young /Reuters |
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| Barack Obama cumprimenta eleitores em New Hampshire; jornal 'Washington Post' declarou apoia a sua candidatura |
O jornal faz referência também ao momento inédito que esta eleição presidencial dos EUA representa. "Agora temos uma eleição em que vamos escolher o primeiro presidente afro-americano... ou a primeira vice-presidente mulher", afirmou a publicação.
Citando a crise financeira, como "a maior ameaça ao sistema econômico mundial em 80 anos", o "Chicago Tribune" diz que "dia 4 de novembro temos de eleger um presidente para nos liderar em um momento de perigo e restaurar em nós um senso comum de interesse nacional. O candidato mais forte para isso é o senador Barack Obama".
"Los Angeles Times"
O maior jornal da Califórnia afirma que Obama "é competente e o líder confiante que representa as aspirações dos EUA". "Precisamos de um líder que demonstre calma sábia e graça sob pressão. Precisamos de um líder que tenha sólidas bases nas fundações legais e intelectuais da América", acrescenta o texto do "LA Times".
O jornal também não poupa críticas ao governo republicano de George W. Bush. "Testemunhamos oito anos da erosão das liberdades civis, ainda estamos nos recuperando de um ataque mortal de terroristas em nosso próprio solo e tentando descobrir como melhor prevenir outro atentado", destaca o editorial.
A publicação também destaca as origens "atípicas" de Obama, "um homem nascido nos anos 1960, de ascendência africana" e sua "maturidade política". Mas não se mostra muito empolgada com as promessas "cautelosas" do democrata para resolver a crise. "Suas idéias de corte de impostos não são muito diferentes das que os democratas defendem há muitas décadas", afirmou o "LA Times".
"Washington Post"
O "Washington Post" foi o primeiro jornal a declarar seu apoio hoje. A publicação afirmou que o apoio não tem ambivalências e elogiou a inteligência e capacidade política de Obama, ao mesmo tempo que critica o republicano John McCain e sua candidata à vice-Presidência, Sarah Palin.
Veja a íntegra do editorial, em inglês
"A decisão é fácil em parte pela decepcionante campanha de McCain, sobretudo por sua irresponsável escolha de uma companheira de chapa que não está preparada para ser presidente", destaca o "Post", um dos maiores jornais do país.
O "Washington Post" já declarou apoio aos candidatos democratas Al Gore e John Kerry nas duas últimas eleições presidenciais, que foram vencidas pelo republicano George W. Bush.
O editorial ressalta que o senador por Illinois é "um homem de fina inteligência, com uma capacidade para captar as nuanças de temas complexos e uma evidente habilidade para a conciliação e a construção de consensos".
"Obama tem o potencial de se tornar um grande presidente. Considerando os enormes problemas que ele confrontaria em seu primeiro dia na Casa Branca e o risco forjado nos últimos oito anos, nós ficaremos muito bem", prossegue o editorial.
O jornal, contudo, faz coro à crítica republicana e manifesta inquietação por considerar a experiência de Obama limitada. "Sim, temos reservas e preocupações, quase de maneira inevitável, dada a relativamente breve experiência de Obama na política nacional. Porém, também temos enormes esperanças", escreve, utilizando uma palavra muito associada à campanha do democrata.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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