Mundo
17/10/2008 - 22h27

John McCain conversa por telefone com "Joe, o encanador"

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da Folha Online
da France Presse, em Melbourne

O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, John McCain, disse que telefonou pela primeira vez, nesta sexta-feira, para o agora famoso "Joe, o encanador" pela primeira vez.

Samuel "Joe" Wurzelbacher, de Toledo (Ohio) tornou-se uma celebridade nos Estados Unidos após o último debate entre os candidatos à Presidência Barack Obama e John McCain.

Obama havia conversado rapidamente com Wurzelbacher durante um corpo-a-corpo em evento de campanha em Toledo, no início da semana. McCain foi o primeiro a falar de "Joe, o encanador", no debate de quarta-feira, usando-o como exemplo de um pequeno empreendedor que sofreria com um aumento de impostos caso Obama fosse eleito presidente.

O candidato republicano contou a seus partidários em um comício em Melbourne, na Flórida, que conversou com Wurzelbacher pela primeira vez na manhã desta sexta-feira, por telefone. "Ele é um cara ótimo", disse McCain. "Tem orgulho de seu avô, que serviu como fuzileiro naval".

Partidários de McCain no comício usavam camisetas com os dizeres "Olá, meu nome é Joe, o encanador".

Uma nova campanha do senador republicano usa imagens de Obama no dia em que se encontrou com Wurzelbacher, com o comentário do democrata sobre seus planos de "espalhar a riqueza".

Obama afirma que apenas cidadãos com renda acima de 200 mil dólares e famílias com renda acima de 250 mil dólares serão alvo de aumento de impostos caso os americanos o elejam presidente, e que a maioria das famílias de classe média pagará menos.

Na rede de televisão ABC News, Wurzelbacher admitiu ganhar perto de 250 mil dólares por ano, mas sonha em comprar um negócio no valor de 280 mil.

Mais cedo nesta sexta, num comício em Miami, McCain já havia falado sobre Joe: "Nós vamos lutar por Joe, meus amigos, vamos lutar por ele", declarou.

Desculpas

Após os presidenciáveis John McCain e Barack Obama citarem Joe, o encanador, 26 vezes no debate desta quarta-feira, McCain pediu desculpas a Joe durante entrevista no programa de TV "Late Show With David Letterman" nesta quinta.

Joe, cujo nome real é Samuel J. Wurzelbacher, interagiu com o candidato democrata durante comício em Ohio no domingo (12). De breve protagonista em um evento de campanha, Wurzelbacher se tornou --durante o debate-- a ponte dos candidatos para tentar atingir a classe média, principal porção do eleitorado e a mais afetada pela crise financeira.

"Joe, se você estiver assistindo", me desculpe, afirmou McCain hoje devido à grande atenção da imprensa sobre o americano. O republicano afirmou que ainda não falou com Wurzelbacher.

Tamanha foi a atenção dada a esse americano de Ohio que a imprensa já divulga que o homem descrito por McCain como um encanador que trabalha duro e paga seus impostos não tem a licença de encanador e deve cerca de US$ 1.200 em impostos.

Wurzelbacher foi citado durante o debate por McCain quando ele questionava as políticas tributárias do seu rival. Ele se tornou uma celebridade instantânea, recebendo ligações durante o debate e tendo de lidar com diversos jornalistas do lado de fora da sua casa, perto de Toledo, Ohio, na manhã desta quinta.

O homem reconheceu que não tem uma licença de encanador, mas disse não precisar de uma porque trabalha para outra pessoa em uma empresa que faz trabalho residencial. Ainda assim, ele precisaria de uma licença de aprendiz ou de trabalhador autônomo para trabalhar em Toledo, o que ele também não tem, segundo David Golis, administrador da Divisão de Inspeção de Construções de Toledo.

Registros locais e estatais mostram que Wurzelbacher não tem a licença, porém seu empregador tem. Golis disse que não há registro de inspetores que citem Wurzelbacher por trabalhar sem licença em Toledo.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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