Mundo
18/10/2008 - 13h55

McCain sugere que políticas fiscais de Obama são socialistas

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da Associated Press, em Charlotte

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, acusou o adversário democrata, Barack Obama, neste sábado de defender uma política econômica socialista ao prometer corte de impostos. Para McCain, a medida iria apenas distribuir a riqueza em vez de criá-la.

"Pelo menos na Europa, os líderes socialistas que admiram meu oponente estão mais avançados em seus objetivos", afirmou o senador republicano, em entrevista a uma rádio. "Eles usam números reais e linguagem honesta. Deveríamos exigir o mesmo do senador Obama. Elevar impostos para alguns com o objetivo de dar dinheiro para outros não é cortar impostos; é apenas outra forma de doação do governo", acrescentou McCain.

O republicano endureceu suas críticas a Obama neste fim de semana, durante eventos de campanha em Estados cruciais para a disputa presidencial do dia 4 de novembro. Na Carolina do Norte e em Virgínia, onde McCain faz comícios hoje, sua campanha perdeu a vantagem nas pesquisas de intenção de voto para Obama. O presidente republicano George W. Bush ganhou nos dois Estados em 2000 e 2004.

A desvantagem republicana no Estado imita tendência nacional que deu a Obama a liderança sobre McCain, após o acirramento da crise financeira em Wall Street, que centrou a corrida presidencial em torno da questão econômica e da discussão de quem é o candidato melhor preparado para resolver o problema.

Joe, o encanador

Madalyn Ruggiero/AP
Joe Wurzelbacher caminha até a casa de um vizinho cercado de jornalistas em Holland, Ohio, nesta quinta-feira, após debate
Joe Wurzelbacher caminha até a casa de um vizinho cercado de jornalistas em Holland, Ohio, nesta quinta-feira, após debate

Neste sábado, McCain ainda viaja para Ohio, onde ele poderá se encontra com "Joe, o encanador, o pequeno empresário de Holland, Joe Wurzelbacher, que o senador republicano tomou como exemplo da preocupação do americano médio com as propostas de corte de impostos de Obama.

Wurzelbacher se tornou o centro do último debate presidencial na quarta-feira (15), após ter encontrado Obama no início da semana, durante evento da campanha democrata na vizinhança do encanador, que foi televisionado. Ele afirmou que a proposta de Obama o impediria de expandir sua empresa, já que apenas ganhando até US$ 250 mil por ano poderia ser beneficiado pela política de corte de impostos de Obama.

O democrata promete cortar os impostos de 95% dos americanos e aumentar a taxação para aqueles que ganham mais de US$ 250 mil por ano. McCain argumenta que 40% dos americanos não pagam impostos.

"Em outras palavras, o plano de corte de impostos de Obama vai tornar o Fisco americano uma gigantesca agência de bem-estar social, ao redistribuir a riqueza segundo a vontade dos políticos de Washington", afirmou McCain.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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