Campanha de Obama arrecada mais de US$ 150 mi em setembro e bate recorde
da Folha Online
A campanha do candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, arrecadou em setembro mais de US$ 150 milhões, em uma onda de doações sem precedente na história da disputa presidencial nos EUA. O valor é mais que o dobro do recorde estabelecido por ele mesmo em agosto, US$ 66 milhões.
O total arrecadado por Obama, após a divulgação do dado de setembro, chegou assim a US$ 605 milhões, valor inédito para uma campanha presidencial, segundo a agência de notícias Associated Press (AP).
No mês passado a campanha recebeu mais 632 mil doadores, levando o total para 3,1 milhões, com doações médias de menos de US$ 100, informou a agência de notícias Reuters.
Os responsáveis pela campanha do democrata não divulgaram detalhes sobre a arrecadação, mas têm de apresentar um relatório mensal à Comissão Eleitoral Federal nesta segunda-feira (20).
As doações ajudaram o candidato democrata a ampliar sua campanha em Estados onde a disputa com seu rival, o republicano John McCain, está mais acirrada.
O valor é permitido porque Obama escolheu ficar de fora do sistema de financiamento público de campanhas. McCain, por sua vez, escolheu manter-se no sistema, que limita sua arrecadação no período entre setembro e outubro a US$ 84 milhões.
Ontem, em um discurso em St. Louis, no Estado americano do Missouri,, Obama reuniu cerca de 100 mil pessoas, segundo a polícia local, citada pela agência Reuters. Com isto, ele bateu o recorde de público em um discurso em sua campanha nos Estados Unidos.
Ele iniciou uma incursão de campanha em Estados considerados como "republicanos" em uma fase crucial antes das eleições do próximo 4 de novembro.
Socialistas europeus
McCain comparou Obama ontem aos socialistas europeus em um movimento que pretende tirar a vantagem que o democrata conseguiu com a crise econômica, de acordo com análise da Reuters. Obama se defendeu e disse que o plano foi descaracterizado pelo republicano.
O republicano afirmou que seu rival defende uma política econômica socialista ao prometer corte de impostos. Para McCain, a medida iria apenas distribuir a riqueza em vez de criá-la. "Pelo menos na Europa, os líderes socialistas que admiram meu oponente estão mais avançados em seus objetivos", afirmou o senador republicano, em entrevista a uma rádio.
Na Carolina do Norte e em Virgínia, onde McCain faz comícios hoje, sua campanha perdeu a vantagem nas pesquisas de intenção de voto para Obama. O presidente republicano George W. Bush ganhou nos dois Estados em 2000 e 2004.
A desvantagem republicana no Estado imita tendência nacional que deu a Obama a liderança sobre McCain, após o acirramento da crise financeira em Wall Street, que centrou a corrida presidencial em torno da questão econômica e da discussão de quem é o candidato melhor preparado para resolver o problema.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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