Mundo
19/10/2008 - 11h49

Vantagem de Obama sobre McCain cai para 3 pontos, diz pesquisa

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da Folha Online

A vantagem do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, sobre o adversário republicano, John McCain, caiu para 3 pontos percentuais, segundo pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada neste domingo.

Obama aparece na frente com 48% das intenções de voto, contra 45% de McCain. No sábado a diferença entre os candidatos era de 4 pontos, de acordo com pesquisa dos mesmos institutos. Obama tinha 48%, contra 44% para McCain. A nova sondagem tem margem de erro de 2,9 pontos percentuais.

Jim Young /Reuters
U.S. Democratic presidential nominee Senator Barack Obama (D-IL) greets supporters at a campaign event at Mack's Apple's orchard in Londonderry, New Hampshire, October 16, 2008. REUTERS/Jim Young (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Barack Obama cumprimenta eleitores em New Hampshire; vantagem do democrata frente a McCain caiu no fim de semana, diz pesquisa

Segundo o pesquisador John Zogby, os números são boa notícia para McCain e provavelmente refletem sua performance no terceiro e último debate presidencial na quarta-feira (15).

"Pela primeira vez nas pesquisas McCain tem mais de 45% das preferências. Não há dúvida de que algo aconteceu", afirmou Zogby. O pesquisador destaca que o senador pelo Arizona parece ter solidificado seu apoio frente à base republicana --onde 9 em cada 10 eleitores agora apóiam McCain-- e também está ganhando terreno em meio aos independentes, que podem ter papel decisivo nas eleições do dia 4 de novembro.

Na pesquisa deste domingo, a vantagem de Obama frente aos eleitores independentes caiu para 8 pontos percentuais, contra 16 pontos percentuais no dia anterior.

Cautela

Há um mês Obama está à frente nas pesquisas e saiu vencedor dos três debates contra o rival republicano, John McCain. Contudo, no início de outubro ele pediu cautela a seus apoiadores para que não declarem vitória antecipada.

Obama lembrou da primária de New Hampshire, na qual era favorito nas pesquisas sobre a disputa contra a senadora Hillary Clinton e disse que muito está em jogo nestes últimos 19 dias de campanha.

O novato senador por Illinois começou a disputa pela nomeação democrata com um dos grandes azarões. Contudo, com vitórias cada vez mais constantes e sua popularidade crescente, Obama acabou com o favoritismo de Hillary na disputa e ganhou o crucial apoio dos superdelegados, líderes partidários que votam independentemente das primárias.

No dia 15, treze pesquisas realizadas com eleitores americanos de todo o país nos dois dias anteriores colocavam Obama na frente de McCain na disputa pela Casa Branca. A vantagem variava de três a 14 pontos percentuais, conforme os dados do site Real Clear Politics.

Os resultados pareciam consolidar a vantagem de Obama nas pesquisas, tendência reforçada desde o agravamento da crise financeira nos EUA. Até então, McCain, associado pela campanha democrata aos oito anos de políticas econômicas frustradas do republicano George W. Bush, não havia conseguido minar a vantagem de Obama nas pesquisas de voto.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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