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19/10/2008 - 12h15

Ex-secretário de Estado americano Colin Powell declara apoio a Obama

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da Folha Online

O ex-secretário de Estado do presidente George W. Bush, Colin Powell, anunciou neste domingo seu apoio ao candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, durante uma entrevista à rede de TV NBC.

Powell disse no programa "Meet the Press" que Obama reúne as condições para liderar "devido a sua capacidade de inspirar, à natureza inclusiva de sua campanha, que estende a mão para o país todo".

Susan Walsh -10.abr.2008/AP
Ex-secretário de Estado dos EUA Colin Powell durante coletiva com a imprensa americana na Casa Branca, em foto de arquivo
Ex-secretário de Estado dos EUA Colin Powell durante coletiva com a imprensa americana na Casa Branca, em foto de arquivo

"Seria um presidente que traria transformação. Por essa razão vou votar no senador Barack Obama", disse Powell, que foi o primeiro cidadão negro a ocupar a patente militar mais alta dos Estados Unidos.

Se Obama vencer as eleições de 4 de novembro, "todos os norte-americanos devem ficar orgulhosos, não só os afro-americanos", acrescentou. "Ele tem estilo e substância", afirmou Powell.

Powell, que também foi ex-chefe do Estado-Maior conjunto, manifestou seu descontentamento com a guinada para a direita do Partido Republicano com a escolha do candidato presidencial John McCain e de sua companheira de chapa, Sarah Palin, que acredita não estar preparada para ser presidente.

Ele também afirmou ter se decepcionado com algumas das táticas de campanha de McCain, como destacar os laços de Obama com o radical esquerdista Bill Ayers, que nos anos 1960 planejava ataques à bomba ao Congresso americano.

Credenciais

Powell, general aposentado e republicano, já foi cotado ele próprio como possível candidato presidencial. Serviu como secretário de Estado de Bush de 2001 a 2005.

As credenciais de Powell e seu apoio público podem minar definitivamente o argumento da campanha republicana de que Obama não estaria pronto para ser o comandante-em-chefe dos EUA.

O histórico militar de McCain, que serviu na guerra do Vietnã onde foi prisioneiro por cinco anos, e sua experiência em segurança internacional são tidos como os pontos fortes de sua campanha à Casa Branca. O republicano afirmou não estar surpreso com o apoio de Powell a Obama, mas destacou que ele recebeu apoio de outros quatro ex-secretários de Estado.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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