Mundo
19/10/2008 - 14h25

Sarah Palin faz piada de si mesma em programa de TV "Saturday Night Live"

Publicidade

da Folha Online
da Reuters, em Nova York

A candidata republicana à vice-Presidência, Sarah Palin, participou neste sábado à noite do programa de TV da rede NBC "Saturday Night Live", ao lado de várias estrelas de Hollywood, como os atores Mark Wahlberg e Alec Baldwin. Mas o encontro mais esperado era com a atriz Tina Fey, cuja imitação de Palin ganhou as manchetes da mídia americana nos últimos meses.

Reuters/Efe
Tina Fey (à esquerda) e Sarah Palin (à direita); imitação da comediante arrebata americanos
Tina Fey (à esquerda) e Sarah Palin (à direita); imitação da comediante arrebata americanos

O programa começou com uma encenação de uma conferência de imprensa, em que o porta-voz de Palin pedia para os jornalistas não escreverem nada. Fey, então, apareceu vestida de Palin fazendo comentários esdrúxulos, como "eu estou ansiosa por um bocado das suas questões", em referência ao costume da governadora do Alasca de responder questões, não de acordo com a pergunta, mas sim com o assunto que lhe interessa.

Questionada se suas recentes declarações sobre Estados patrióticos significavam que haviam outros não-patriotas, Fey citou uma lista de Estados de preferência partidária democrata, como Nova York, New Jersey, Massachusetts e California. Já sobre Estados como Ohio, ainda indefinidos sobre a eleição, ela destacou que eles podem ser "pró ou anti-americanos... vai depender deles".

Em seguida, a cena corta para a verdadeira Palin, que estava ao lado do produtor do programa Lorne Michaels e foi confundida pelo ator Alec Baldwin, que lhe cumprimentou com um "Oi Tina", antes de começar a falar mal de Palin.

Quando Michaels alertou Baldwin, que ele falava com a própria Palin e não com Fey, ele rebateu para ela: "você é muito mais sexy pessoalmente".

O ator, que protagoniza ao lado de Fey a série cômica "30 Rock", foi sussurrar para Fey na coletiva de imprensa que a verdadeira Palin estava presente. "O quê? A verdadeira?", afirmou Fey. Então, Palin tomou seu lugar para ser entrevista pelo repórteres.

"Não vou responder nenhuma de suas perguntas", afirmou Palin. "Mas eu quero aproveitar esta oportunidade para dizer 'Ao vivo, de Nova York, começa o Saturday Night!", anunciou a governadora republicana.

Perfil

A comediante Tina Fey, 38, é roteirista e produtora do programa "30 Rock" --ganhador de vários prêmios Emmy, incluindo melhor série de comédia-- e também foi a primeira mulher assinar o roteiro do "Saturday Night Live".

Os prêmios e a imitação definitiva da candidata à vice-presidência republicana, Sarah Palin, alçaram Fey ao sucesso absoluto.

De acordo com dois editores que pediram para não ser identificados, a editora Little, Brown And Company vai lançar um livro com histórias de humor escritas por Tina Fey.

Fey tem a vantagem de ser fisicamente muito parecida com Palin e para fazer a imitação utiliza não apenas os gestos da republicana, mas seu figurino conservador e os óculos que, como a própria governadora, viraram sucesso no Japão.

A pouca experiência de Palin, que está há menos de dois anos no governo, seu histórico como mãe de família, caçadora e ex-candidata a Miss Alasca são material inesgotável para as comediantes americanas.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca