McCain diz que arrecadação de Obama pode levar a outro Watergate
da Folha Online
da Efe, em Washington
O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, criticou neste domingo seu adversário Barack Obama por arrecadar dinheiro de doadores particulares, algo que, segundo ele, poderia gerar, no futuro, um escândalo semelhante ao de Watergate.
O candidato democrata anunciou hoje que arrecadou US$ 150 milhões em setembro de doadores particulares, "o que rompe todo o conceito que se tinha após Watergate", declarou McCain em entrevista durante o programa "Fox News Sunday".
| Jason E. Miczek/AP |
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| John McCain diz que método utilizado por campanha de Obama pode levar a escândalo |
Obama é o primeiro candidato presidencial que abandonou o financiamento público para as eleições gerais desde que se criou este sistema, em 1976, após o escândalo de Watergate.
Segundo este sistema, os candidatos se comprometem a gastar apenas os fundos públicos, e não podem obter dinheiro por meio de contribuições particulares.
McCain, que optou por este sistema, tem à sua disposição apenas US$ 84 milhões (R$ 177,4 milhões) em fundos públicos, enquanto Obama pode gastar um valor ilimitado de dinheiro.
O escândalo de Watergate explodiu em junho de 1972, quando cinco homens, que buscavam informação confidencial para conseguir a vitória republicana e reeleger Richard Nixon, foram detidos na sede do Comitê Nacional Democrata.
"A história nos mostra que quantidades ilimitadas de dinheiro em campanhas políticas levam a um escândalo", afirmou o senador pelo Arizona.
McCain afirmou que o senador por Illinois não disse a verdade quando prometeu usar os fundos públicos.
"Não cumpriu sua palavra', acrescentou o republicano.
O senador republicano reconheceu que Obama não está fazendo nada de ilegal ao aceitar fundos particulares, mas explicou que fica preocupado com a possibilidade de a decisão do democrata servir de precedente para futuras eleições.
"O dique se rompeu. Veremos agora grandes quantidades de dinheiro fluindo para as campanhas políticas e sabemos pela história que isto sempre provoca escândalos", afirmou McCain.
| Jae C. Hong/AP |
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| Campanha de Obama arrecadou US$ 150 milhões em setembro e bateu novo recorde |
Perguntado se Obama está comprando as eleições como o porta-voz de McCain tinha sugerido, o candidato republicano disse que é possível fazer esta alegação.
O comitê de campanha de McCain argumenta que as arrecadações de Obama não são transparentes, pois somente as doações individuais que superam os US$ 200 (R$ 422,6) têm que ser declaradas ao Comitê Federal Eleitoral (FEC).
No início de outubro, o Comitê Nacional Republicano apresentou uma queixa formal perante o FEC na qual alegava que o candidato democrata aceita contribuições ilegais e doações de estrangeiros.
Os republicanos pediram à FEC que faça uma auditoria de todas as contribuições que Obama recebeu, até daquelas que o comitê de campanha não tem que declarar por lei.
O Comitê Republicano também solicitou à FEC que investigue se a campanha de Obama falhou em seu dever de renunciar às contribuições que excedem os limites fixados pela lei.
A lei federal proíbe contribuições de estrangeiros e as doações individuais estão limitadas a US$ 2.300 (R$ 4.859) por cada ciclo eleitoral.
Golpe
A campanha republicana recebeu outro duro golpe neste domingo: a declaração pública do ex-secretário de Estado americano, Colin Powell, apoiando o candidato democrata.
| Brendan Smialowski/Reuters |
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| Ex-secretário de Estado Colin Powell apoiou Obama para presidente, em entrevista à NBC |
Powell disse no programa "Meet the Press" que Obama reúne as condições para liderar "devido a sua capacidade de inspirar, à natureza inclusiva de sua campanha, que estende a mão para o país todo".
"Seria um presidente que traria transformação. Por essa razão vou votar no senador Barack Obama", disse Powell, que foi o primeiro cidadão negro a ocupar a patente militar mais alta dos Estados Unidos.
As credenciais de Powell e seu apoio público podem minar definitivamente o argumento da campanha republicana de que Obama não estaria pronto para ser o comandante-em-chefe dos EUA.
O histórico militar de McCain, que serviu na guerra do Vietnã onde foi prisioneiro por cinco anos, e sua experiência em segurança internacional são tidos como os pontos fortes de sua campanha à Casa Branca. O republicano afirmou não estar surpreso com o apoio de Powell a Obama, mas destacou que ele recebeu apoio de outros quatro ex-secretários de Estado.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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