Mundo
20/10/2008 - 08h51

Nobel de economia prevê mudança na relação entre EUA e América Latina com Obama

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da France Presse, em Santiago

O novo prêmio Nobel de Economia, o americano Paul Krugman, ressaltou que as relações entre seu país e a América Latina mudarão se o candidato democrata, Barack Obama, chegar à Casa Branca.

Em uma entrevista concedida neste domingo ao jornal chileno "La Tercera", Krugman afirmou: "[George W.] Bush se opôs a alguns governos. Governos não necessariamente desejáveis, mas que haviam sido eleitos e com os quais precisava se entender".

Dan Deitch/Divulgação
Paul Krugman, economista da Universidade Princeton (EUA) e colunista do jornal "The New York Times", em rua de Nova York
Paul Krugman, economista da Universidade Princeton (EUA) e colunista do jornal "The New York Times", em rua de Nova York

O economista ressaltou também que a estratégia adotada pelo atual governo americano em relação a alguns países da região é "ingênua". "A idéia de que a democracia vai produzir sempre governos desejáveis para nós é ingênua e não se pode construir uma política exterior sobre essa base", afirmou.

Krugman, que como colunista do "New York Times" é um crítico ferrenho das políticas de Bush, ressaltou que defendeu o governo venezuelano de Hugo Chávez quando esteve a ponto de ser derrubado há seis anos.

"O que fiz foi denunciar a tentativa de golpe na Venezuela em 2002. Esse tipo de coisa pertence ao passado e só nos tornam inimigos, independentemente do fato de Chávez ser um populista típico", explicou.

A Real Academia de Ciências da Suécia concedeu na semana passada o Prêmio Nobel de Economia a Paul Krugman, por suas pesquisas sobre comércio exterior e geografia econômica.

Krugman, 55, elaborou uma teoria que integra pesquisas sobre intercâmbios comerciais e globalização a estudos sobre os processos de urbanização em escala planetária.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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