Mundo
20/10/2008 - 09h29

Obama amplia liderança em pesquisa; maioria aposta na sua vitória

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Reuters, em Washington
colaboração para a Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, ampliou para seis pontos percentuais sua vantagem sobre o republicano John McCain, segundo pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada na segunda-feira. Sondagem de outro instituto aponta que a maioria dos eleitores aposta na vitória do democrata em 4 de novembro.

Segundo Zogby, Obama tem 50% da preferência dos prováveis eleitores, contra 44% de McCain. A vantagem subiu se comparado com os três pontos percentuais registrados por Obama no domingo.

Efe - 17.out.2008
Obama e McCain focam suas campanhas neste fim de semana em Estados cruciais para a disputa presidencial no dia 4 de novembro
Eleitores apontam vitória do democrata Barack Obama (à esq.) na disputa presidencial americana; apenas 15% indicam John McCain

"Obama realmente consolidou sua base, e agora tem grandes vantagens entre os jovens, os hispânicos e negros", disse o especialista em pesquisas John Zogby. "Entrar na casa dos 50% o coloca em posição de vencer."

A expansão da vantagem de Obama quebra uma seqüência de três dias seguidos em que McCain ganhou terreno sobre o democrata após o último debate entre ambos, em 15 de outubro.

O instituto aponta ainda que esta foi a primeira vez desde o início das pesquisas diárias, há 14 dias, que Obama atingiu a marca de 50% da preferência do eleitorado. Obama também aumentou sua vantagem entre os independentes de 8 para 11 pontos e entre as mulheres de 6 para 8 pontos.

"McCain parece ter escorregado um pouco, mas ainda é uma disputa bastante apertada", ressaltou Zogby.

A pesquisa, realizada entre 17 e 19 de outubro, com 1.211 pessoas, mostrou ainda o independente Ralph Nader e a candidata do Partido Verde, Cynthia McKinney, com 1% das intenções de voto cada. A sondagem Zogby tem margem de erro de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos.

Aposta

Uma outra pesquisa divulgada recentemente aponta o reconhecimento do favoritismo de Obama entre os eleitores. Segundo Rasmussen, 55% dos eleitores americanos apostam na vitória do democrata contra apenas 15% que dizem esperar que McCain saia como vencedor da votação de novembro.

A sondagem aponta ainda que boa parte dos eleitores --27%-- dizem que a corrida está muito acirrada para nomear um vencedor.

O Rasmussen aponta o favoritismo de Obama na aposta dos eleitores como resultado da mudança causada na disputa pela grave crise financeira dos EUA.

Em meados de setembro, pouco antes do estouro da crise com o anúncio do pedido de concordata do banco Lehman Brothers, os eleitores estavam mais igualmente divididos sobre o assunto --35% esperavam que McCain fosse ganhar e 34%, Obama.

A pesquisa atual aponta também, como esperado, que o otimismo sobre a vitória é maior entre os eleitores de Obama. Entre os que indicam voto no democrata, 81% dizem acreditar que o senador vai ganhar e 15% dizem que a corrida continua acirrada demais para apostar no resultado.

Entre os eleitores de McCain, 31% apostam na sua vitória, 40% dizem que a corrida está muito disputada e 27% indicam que o rival democrata sairá vencedor.

De maneira geral, 13% esperam uma vitória esmagadora de Obama contra apenas 2% que esperam um desempenho similar do republicano McCain. A pesquisa Rasmussen foi realizada em 10 de outubro, com mil eleitores. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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