Mundo
20/10/2008 - 10h30

Depois de apoio, Obama diz que Powell pode ter papel em seu governo

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da Associated Press, em Washington
colaboração para a Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, afirmou que o ex-secretário de Estado, Colin Powell, será bem-vindo em sua campanha e pode ter papel de destaque em sua administração.

O republicano Powell, ex-secretário do presidente George W. Bush, anunciou neste domingo seu apoio a Obama, durante uma entrevista à rede de TV NBC.

Em um outro programa da mesma rede, Obama afirmou que Powell "terá um papel" como um de seus conselheiros. "Se Powell aceitará o cargo, é algo que teremos que discutir", disse Obama.

Brendan Smialowski/Reuters
Ex-secretário de Estado Colin Powell apoiou Obama para presidente, em entrevista à NBC
Ex-secretário de Estado Colin Powell apoiou Obama para presidente, em entrevista à NBC

Powell, general aposentado e republicano, já foi cotado ele próprio como possível candidato presidencial. Serviu como secretário de Estado de Bush de 2001 a 2005. Suas credenciais e seu apoio público podem minar definitivamente o argumento da campanha republicana de que Obama não estaria pronto para ser o comandante-em-chefe dos EUA.

O senador democrata afirmou ainda que Powell não o avisou sobre o endosso antes de torná-lo público e o convidou a participar de sua campanha. Powell disse não planejar nenhuma aparição ao lado do senador.

Mesmo sendo republicano, Powell foi apontado pelos eleitores como escolha preferida para a chapa democrata ao lado de Obama. Em pesquisa do instituto Zogby realizada em julho, antes da escolha do senador Joe Biden, os eleitores indicaram que estariam mais inclinados a votar no democrata se ele escolhesse como companheiro de chapa Powell.

A sondagem avaliou à época a influência do vice-presidente no voto dos eleitores e indicou que 42% estariam mais propensos a votar em Obama se ele nomeasse o ex-secretário de Estado para a chapa democrata. A alta porcentagem manteve-se na avaliação dos independentes com inclinação democrata, 43%.

Powell foi também o candidato a vice-presidente com menor taxa de reprovação dos eleitores --apenas 10% indicam que estariam menos propensos a votar em Obama caso ele fosse o vice democrata.

Surpresa

O republicano Powell disse no programa "Meet the Press" que Obama reúne as condições para liderar "devido a sua capacidade de inspirar, à natureza inclusiva de sua campanha, que estende a mão para o país todo".

"Seria um presidente que traria transformação. Por essa razão vou votar no senador Barack Obama", disse Powell, que foi o primeiro cidadão negro a ocupar a patente militar mais alta dos Estados Unidos.

Se Obama vencer as eleições de 4 de novembro, "todos os norte-americanos devem ficar orgulhosos, não só os afro-americanos", acrescentou. "Ele tem estilo e substância", afirmou.

Powell disse estar descontente com a guinada para a direita do Partido Republicano, com a escolha do candidato presidencial John McCain e de sua companheira de chapa, Sarah Palin, que, segundo ele, não está preparada para ser presidente.

Ele também afirmou ter se decepcionado com algumas das táticas de campanha de McCain, como destacar os laços de Obama com o radical esquerdista Bill Ayers, que nos anos 1960 planejava ataques à bomba ao Congresso americano.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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