Mundo
20/10/2008 - 13h45

McCain tem US$ 47 milhões para investir em sua campanha em outubro

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da Associated Press, em Washington

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, gastou cerca de US$ 37 milhões em setembro e pode investir outros US$ 47 milhões em sua campanha neste mês de outubro.

Embora seja uma quantia milionária, os números republicanos são muito inferiores aos valores da campanha democrata. Neste domingo, Barack Obama anunciou que arrecadou em setembro mais de US$ 150 milhões, em uma onda de doações sem precedente na história da disputa presidencial. O valor é mais que o dobro do recorde estabelecido por ele mesmo em agosto, US$ 66 milhões.

Carlos Barria19out.08/Reuters
Republicano John McCain cumprimenta eleitores em comício em Toledo, Ohio
Republicano John McCain cumprimenta eleitores em comício em Toledo, Ohio

O relatório da campanha republicana ao Comitê Federal Eleitoral (FEC, na sigla em inglês) mostra que o senador por Arizona tem US$ 47 milhões em banco no começo do mês. McCain aceitou o sistema público de financiamento que concede US$ 84 milhões para a campanha, mas proíbe a arrecadação e o gasto de valores adicionais.

Diante dos números recordes de Obama, McCain criticou neste domingo o rival por arrecadar dinheiro de doadores particulares, algo que, segundo ele, poderia gerar, no futuro, um escândalo semelhante ao de Watergate.

Em entrevista durante o programa "Fox News Sunday", McCain lembrou que Obama é o primeiro candidato presidencial que abandonou o financiamento público para as eleições gerais desde que se criou este sistema, em 1976, após o escândalo de Watergate.

O escândalo de Watergate explodiu em junho de 1972, quando cinco homens, que buscavam informação confidencial para conseguir a vitória republicana e reeleger Richard Nixon, foram detidos na sede do Comitê Nacional Democrata.

"A história nos mostra que quantidades ilimitadas de dinheiro em campanhas políticas levam a um escândalo", afirmou o senador pelo Arizona.

McCain afirmou que o senador por Illinois não disse a verdade quando prometeu usar os fundos públicos. "Não cumpriu sua palavra", acrescentou o republicano.

O senador republicano reconheceu que Obama não está fazendo nada de ilegal ao aceitar fundos particulares, mas explicou que fica preocupado com a possibilidade de a decisão do democrata servir de precedente para futuras eleições.

"O dique se rompeu. Veremos agora grandes quantidades de dinheiro fluindo para as campanhas políticas e sabemos pela história que isto sempre provoca escândalos", afirmou McCain.

Denúncia

Perguntado se Obama está comprando as eleições como o porta-voz de McCain tinha sugerido, o candidato republicano disse que é possível fazer esta alegação.

O comitê de campanha de McCain argumenta que as arrecadações de Obama não são transparentes, pois somente as doações individuais que superam os US$ 200 têm que ser declaradas ao Comitê Federal Eleitoral.

No início de outubro, o Comitê Nacional Republicano apresentou uma queixa formal perante o FEC na qual alegava que o candidato democrata aceita contribuições ilegais e doações de estrangeiros.

Os republicanos pediram à FEC que faça uma auditoria de todas as contribuições que Obama recebeu, até daquelas que o comitê de campanha não tem que declarar por lei.

O Comitê Republicano também solicitou à FEC que investigue se a campanha de Obama falhou em seu dever de renunciar às contribuições que excedem os limites fixados pela lei.

A lei federal proíbe contribuições de estrangeiros e as doações individuais estão limitadas a US$ 2.300 por cada ciclo eleitoral.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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