Mundo
20/10/2008 - 14h52

Palin critica política fiscal "socialista" de Obama

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colaboração para a Folha Online

A candidata a vice republicana, Sarah Palin, fez coro a John McCain e afirmou, em comício no Novo México, que as propostas tarifárias do democrata Barack Obama são socialistas. Obama rebateu as críticas e citou o endosso do republicano Colin Powell.

"Há princípios socialistas nela, sim", disse Palin. "Pegar mais de um pequeno negócio ou dos donos de um pequeno negócio ou de uma família trabalhadora e depois redistribuir de acordo com prioridades políticas. Tem uma pitada de socialismo nisso", completou, sobre a proposta tarifária do rival democrata.

Mark Wilson/AP
Republican vice presidential candidate Alaska Gov. Sarah Palin addresses the crowd Sunday, Oct. 19, 2008 at Great Southwest Aviation in Roswell, New Mexico. (AP Photo/Roswell Daily Record, Mark Wilson)
Republicana Sarah Palin critica políticas tarifárias de Barack Obama como socialistas

Obama afirma que sua proposta tarifária vai reduzir imposto de 95% das famílias americanas ao isentar pessoas que ganham menos de US$ 250 mil por ano.

"Barack Obama chama de espalhar a riqueza. Joe Biden [candidato a vice democrata] chama aumentar taxas de patriótico. Mas Joe, o encanador, e Ed, o leiteiro, acreditam que isso parece socialismo. Amigos, não é hora de testar socialismo", disse Palin, em comício, neste domingo, no Novo México.

Joe, o encanador, foi a principal estrela do terceiro e último debate presidencial americano. Ele foi citado mais de vinte vezes pelos candidatos em uma dura troca de ataques sobre políticas tarifárias e propostas para a saúde.

Palin engrossou o coro das críticas desferidas pelo republicano McCain no fim de semana, quando acusou o rival de defender uma política econômica socialista ao prometer corte de impostos. Para McCain, a medida iria apenas distribuir a riqueza em vez de criá-la.

"Pelo menos na Europa, os líderes socialistas que admiram meu oponente estão mais avançados em seus objetivos", afirmou o senador republicano, em entrevista a uma rádio.

"Eles usam números reais e linguagem honesta. Deveríamos exigir o mesmo do senador Obama. Elevar impostos para alguns com o objetivo de dar dinheiro para outros não é cortar impostos; é apenas outra forma de doação do governo", acrescentou McCain.

Réplica

Alex Brandon/AP
Democrata Barack Obama chega à Flórida, onde faz comício nesta segunda-feira
Democrata Barack Obama chega à Flórida, onde faz comício nesta segunda-feira

Em comício em Fayetteville, Carolina do Norte, neste domingo, Obama rebateu as críticas de Palin e McCain. "John McCain pensa que dar a estes americanos um alívio é socialismo. Bem, eu chamo de oportunidade e não há nada mais americano que isso", disse.

O senador democrata foi direto na resposta: "Ultimamente, McCain e Palin me acusaram de socialismo". "É difícil pensar como [investidor bilionário] Warren Buffett, [ex-secretário de Estado e republicano] Colin Powell me endossaram e John McCain acha que eu sou socialista".

Powell surpreendeu ao declarar seu apoio publicamente ao candidato do partido rival. Em entrevista à rede de televisão NBC, ele defendeu a política tarifária do democrata.

"Impostos sempre são redistribuição de dinheiro. A maioria das taxas que são redistribuídas voltam a quem pagou --em estradas, aeroportos, hospitais e escolas", disse o ex-secretário de Estado do presidente George W. Bush, criticando a campanha negativa dos republicanos.

"Dizermos que isso [plano tarifário] o torna um socialista, eu acho, é uma caracterização infeliz que não é exata", completou.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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