Mundo
21/10/2008 - 08h04

A 14 dias da eleição, Obama continua na liderança das pesquisas

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colaboração para a Folha Online

A apenas duas semanas da eleição presidencial americana, o candidato democrata, Barack Obama, tem liderança consolidada nas pesquisas de intenção de voto. As pesquisas, contudo, mostram resultados diferentes na comparação com sondagens anteriores. Na CNN, Obama perdeu três pontos percentuais e na Zogby, o senador por Illinois ampliou dois pontos.

A pesquisa da rede de televisão CNN, realizada entre 17 e 19 de outubro, aponta Obama com 51% das intenções de voto contra 46% do rival republicano. Segundo a rede, a vantagem democrata caiu três pontos percentuais em relação à sondagem anterior, realizada entre 3 e 5 de outubro. Na época, Obama contava com oito pontos percentuais sobre o republicano John McCain.

AP/Reuters
Democratic presidential candidate, Sen. Barack Obama, D-Ill., speaks at a rally in Orlando, Fla., Monday, Oct. 20, 2008. Obama is canceling nearly all his campaign events Thursday and Friday to fly to Hawaii to visit his suddenly ill grandmother, his spokesman said. (AP Photo/Jae C. Hong) //// U.S. Republican presidential nominee Sen. John McCain (R-AZ) attends a rally in Belton, Missouri October 20, 2008. REUTERS/Carlos Barria (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Democrata Barack Obama (esq.) mantém liderança das pesquisas de intenção de voto sobre o rival republicano, John McCain

Segundo a CNN, a queda no desempenho democrata pode ser resultado de uma mudança na percepção de parte dos eleitores que não veriam mais McCain como uma continuação das políticas do impopular presidente George W. Bush --principal argumento da campanha democrata contra o republicano.

Na pesquisa anterior, 56% dos entrevistados apontaram que McCain manteria uma administração similar a do atual presidente, porcentagem que agora é de 49%.

"Parece que McCain convenceu um número crescente de americanos de que suas políticas seriam diferentes da de Bush", disse Keating Holland, diretor de pesquisa da CNN, acrescentando que isto é resultado direto do bom desempenho de McCain no terceiro e último debate presidencial.

No confronto, realizado na Universidade Hofstra, em Nova York, em 15 de outubro, Obama reiterou praticamente em todos os assuntos que o rival apoiou o governo Bush em seu histórico no Congresso e que agora apresenta as mesmas políticas do presidente. "Uma das coisas que temos que reconhecer é que continuar com as mesma políticas destes oito anos não vai ajudar e McCain votou a favor de quatro em cada cinco propostas de Bush", afirmou.

McCain respondeu secamente: "Senador Obama, eu não sou o presidente Bush, se quisesse competir com ele deveria ter feito há quatro anos. Eu vou dar uma nova direção".

"Sua próxima tarefa será convencer os eleitores de que suas políticas serão melhores que as de Bush e, ao menos na frente econômica, esta tarefa será complexa", continuou Holland.

Em um cenário já apontado em outras pesquisas, 53% dos eleitores consultados pela CNN diz acreditar que Obama terá melhores resultados no combate à crise financeira contra 38% que preferem McCain.

A pesquisa CNN consultou 1.058 adultos e tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Maior

O desempenho do presidenciável democrata é melhor na pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada nesta terça-feira. Segundo o instituto, que realiza sondagens diárias, Obama abriu oito pontos percentuais sobre McCain, um aumento de dois pontos percentuais em relação ao resultado de segunda-feira.

A nova sondagem, realizada entre 18 e 20 de outubro, dá a Obama 50% das intenções de voto contra 42% de McCain, entre os eleitores prováveis.

"Foi outro grande dia para Obama. As coisas estão claramente se movendo na direção de Obama", avaliou o pesquisador John Zogby.

O instituto ressalta ainda que este foi o segundo dia consecutivo de ganhos para Obama, a duas semanas da eleição de 4 de novembro. Foi também a primeira vez que o democrata marcou mais de seis pontos sobre McCain desde que as pesquisas diárias começaram, há mais de duas semanas.

O senador por Illinois expandiu sua liderança entre dois grupos considerados cruciais para a eleição presidencial deste ano --mulheres e independentes. Sua margem entre os independentes aumentou de 11 para 15 pontos e entre as eleitoras, foi de oito para 13 pontos percentuais.

Obama assumiu a liderança entre os eleitores com mais de 70 anos, um grupo que, durante toda a corrida, favoreceu McCain e aumentou sua margem entre hispânicos e católicos.

Até mesmo seu apoio entre os republicanos aumentou, de 9% para 12%, dois dias depois de ter recebido o endosso do republicano e ex-secretário de Estado Colin Powell.

"Talvez isso seja p efeito Powell", supõe Zogby. "Não foi apenas um endosso, mas uma declaração poderosa."

McCain ganha de Obama por uma pequena margem entre os homens e reduziu sua vantagem entre os brancos de 13 para nove pontos --51% a 42%.

A pesquisa mostra ainda que o independente Ralph Nader tem 2% e Cynthia McKinney, do Partido Verde, e o libertário Bob Barr têm 1% cada. A pesquisa consultou 1.214 eleitores e tem margem de erro de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos.

Com Efe e Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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