Mundo
21/10/2008 - 13h53

Atrás nas pesquisas, McCain tenta se distanciar do impopular Bush

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colaboração para a Folha Online

Atrás na maioria das pesquisas de intenção de voto, o candidato à Casa Branca John McCain, critica a política tarifária do republicano George W. Bush e tenta mostrar aos eleitores que, ao contrário do que diz seu rival democrata, ele representa a mudança em relação ao impopular presidente.

"Eu não sou presidente George Bush", rebateu secamente McCain, no terceiro e último debate presidencial com o democrata, Barack Obama. Uma frase que ele tem repetido em quase todos os seus comícios de campanha.

E enquanto ele luta para se desvencilhar do presidente cujas taxas de reprovação atingiram recordes históricos, o senador critica duramente as atuais políticas e reitera argumento que deve ser comum a boa parte dos eleitores americanos. "Os últimos oito anos não funcionaram muito bem, não é?", diz McCain, em anúncio de televisão veiculado recentemente.

Charles Dharapak/Carolyn Kaster/AP
President Bush speaks to reporters at the Central Louisiana Chamber of Commerce in Alexandria, La., Monday, Oct. 20, 2008, after a discussion on the economy. (AP Photo/Charles Dharapak) // Republican presidential candidate Sen. John McCain, R-Ariz., walks to his motorcade after deplaning in Philadelphia, Thursday, Oct. 16, 2008. (AP Photo/Carolyn Kaster)
Presidenciável republicano John McCain (à dir.) tenta se distanciar da impopularidade do atual presidente George W. Bush

Embora não tenha elogiado a atual administração, McCain procurou manter distanciamento seguro do presidente, um político de grande influência dentro de seu partido e entre os eleitores mais conservadores. Contudo, a nova retórica parece mostrar que, a duas semanas da votação, o senador percebeu que precisa se esforçar mais para distanciar-se da "velha" Washington.

Para a campanha republicana, a idéia é rebater os "milhões de dólares" investidos por Obama para associar McCain ao atual governo. "A maioria dos eleitores pêndulos não acreditam, alguns acreditam e nós temos que convencê-los que somos diferentes de Bush", diz um assessor da campanha republicana, em anonimato, ao jornal "The Washington Post". Leia a íntegra, em inglês

A estratégia parece estar funcionando. Pesquisa do "Washington Post" com a rede ABC aponta que, pela primeira vez, menos da metade dos eleitores associam McCain a Bush, 49%.

Como esperado, entre aqueles que efetivamente comparam McCain a Bush, 90% apóiam o democrata Barack Obama.

Entre os independentes, grupo que deve ser crucial nas eleições acirradas deste ano, 54% dizem ver o senador oferece uma nova direção, um aumento de dez pontos percentuais desde sondagem realizada antes do terceiro debate, em 15 de outubro, quando McCain fortaleceu seu argumento de que não é igual ao presidente.

Os democratas duvidam que o progresso da estratégia de McCain possa efetivamente mudar a trajetória da disputa, que continua com Obama na liderança consolidada. "McCain, como Bush, está emergindo como alguém que toma decisões rápidas. Ele não conseguiu evoluir muito com o argumento "não sou Bush"", disse Bill Galston, estrategista centrista democrata que trabalhou no manado democrata de Bill Clinton, ao "Post".

Mark McKinnon, ex-assessor de imagem de Bush e ex-consultor de McCain, disse ao jornal americano que o presidente não é um fardo tão grande na atual campanha presidencial republicana.

"Eu acho que os eleitores já descobriram a muito tempo que John McCain não é George Bush. Mas não importa muito. John McCain é um republicano e, no atual cenário, uma âncora de dez pontos acabando com suas chances", disse.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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