Mundo
22/10/2008 - 07h39

Obama amplia margem e tem dez pontos sobre McCain, aponta Zogby

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da Reuters, em Washington
colaboração para a Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, continua ampliando sua vantagem nas pesquisas e agora lidera com dez pontos percentuais sobre o rival republicano, John McCain, aponta pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby, divulgada nesta quarta-feira.

Obama tem 52% das intenções de voto contra 42% de McCain entre os eleitores prováveis, uma marca inédita do democrata nas pesquisas do instituto e um aumento de dois pontos percentuais em comparação com sondagem divulgada na terça-feira.

O instituto marca ainda o terceiro dia consecutivo de melhora de Obama nas pesquisas na reta final da campanha presidencial e a menos de duas semanas da votação de 4 de novembro. Na segunda-feira, o senador por Illinois tinha seis pontos sobre McCain, com 50% contra 44% e manteve margens entre dois e seis pontos percentuais nas últimas semanas.

AP
Obama e McCain aumentam ataques, na reta final das eleições
Democrata Barack Obama (esq.) amplia vantagem sobre o rival republicano John McCain na reta final da campanha presidencial

"Obama continua crescendo, ele expandiu sua liderança entre quase todos os grupos de votação", disse o pesquisador John Zogby. "McCain parece estar fora de jogo neste momento".

O crescimento de Obama na pesquisa, aponta ainda o instituto, envolve dois grupos considerados cruciais para as eleições. O democrata conseguiu significativos 27 pontos percentuais de margem entre os independentes, um aumento de 12 pontos em relação à sondagem anterior. Já entre as eleitoras, Obama ganhou três pontos e agora tem margem de 16 pontos sobre o senador por Arizona.

O senador democrata lidera também entre todas as faixas etárias --inclusive os eleitores mais velhos, que favoreceram McCain durante grande parte da corrida-- e em todas as classes econômicas, menos os mais ricos.

O democrata --considerado o senador americano com registro mais liberal-- ganhou também o apoio de 21% dos eleitores que se consideram conservadores, seu melhor desempenho no grupo.

McCain lidera por uma margem de apenas dois pontos percentuais entre os homens e viu sua liderança entre os eleitores brancos --outro grupo no qual seu desempenho sempre foi forte-- cair de nove para seis pontos percentuais, 50% a 44%.

A pesquisa, realizada de 19 a 21 de outubro, mostra ainda que o independente Ralph Nader, Cynthia McKinney, do Partido Verde, e o libertário Bob Barr têm 1% cada. Outros 3% continuam indecisos.

A pesquisa foi realizada com 1.208 eleitores e tem margem de erro de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos.

Vantagem

Pesquisa Pew Research divulgada na noite de terça-feira dá ao candidato democrata uma margem ainda maior, 14 pontos à frente de McCain.

Na pesquisa do instituto, Obama tem 52% de apoio popular, contra 38% de McCain, uma sólida vantagem que reflete uma maior confiança nele, já que mais eleitores o vêem como melhor "preparado" que há um mês.

Uma justificativa para a liderança do democrata na pesquisa, aponta o Pew, é que Obama é percebido como o candidato mais capaz --por uma margem de 53% contra 32%-- de lidar com a grave crise financeira nos Estados Unidos.

O centro de pesquisas indica ainda que diminuiu o número de eleitores que vêem McCain como um político capaz de motivar --um questão fundamental em tempos de crise de confiança e de temor pelas conseqüências da crise. O republicano obteve 43% em uma enquete em setembro e conta com 37% agora. Já 71% dizem que Obama gera expectativas positivas.

A pesquisa foi feita por telefone entre 2.599 eleitores, entre 16 e 19 de outubro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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