Megadoações inundam as campanhas presidenciais nos EUA
ANDREA MURTA
da Folha de São Paulo, em Nova York
Na eleição mais cara da história dos Estados Unidos, nem a crise econômica impediu que as campanhas do republicano John McCain e do democrata Barack Obama fossem inundadas até setembro por doações individuais acima de US$ 25 mil, inclusive de membros de bancos falidos como Lehman Brothers e Bear Sterns e da seguradora AIG, que recebeu US$ 85 bilhões do governo neste ano.
Até o mês passado, o total de grandes doações somou US$ 300 milhões, com McCain sendo o beneficiário de pouco mais do que Obama. Em 2004, cheques acima de US$ 25 mil somaram US$ 69 milhões.
Apesar do limite de US$ 2.300 por doação individual, eleitores podem superar o total enviando cheques a comitês mistos que arrecadam para os candidatos e os partidos ao mesmo tempo graças a uma brecha na legislação de financiamento de campanha.
As instituições financeiras foram as responsáveis pela maior porção do total de doações acima de US$ 25 mil aos comitês mistos dos principais candidatos, segundo análise do "New York Times", com o maior número de cheques do setor sendo encaminhados para a campanha republicana.
O perfil dos grandes doadores diz muito sobre as campanhas. Até um quinto do total de grandes doações a McCain --anti-regulação e contrário à elevação de impostos-- veio do setor financeiro, seguido pelo setor imobiliário e os que se dizem aposentados.
As indústrias de petróleo e gás também contribuíram regiamente, talvez inspiradas pela esperança de lucros vislumbrada pelo mote "perfure, baby, perfure" da chapa republicana. McCain e sua candidata a vice, Sarah Palin, defendem explorar petróleo em alto mar, algo hoje proibido.
Um executivo da Cumberland Resources, mineradora de carvão da Virgínia, doou o máximo de US$ 70,1 mil permitido por republicanos. O fundador da companhia financeira TD Ameritrade, Joe Ricketts, fez o mesmo, assim como Meg Whitman, ex-diretora do eBay e assessora de McCain.
Obama também recebeu a maior parte das quantias vultosas de instituições financeiras. Depois vêm aposentados e advogados, seguidos pelo setor imobiliário. Outra indústria que investe em Obama é a do entretenimento -o candidato faz sucesso em Hollywood e conta com fãs como Melanie Griffith, que doou o máximo permitido pelos democratas, US$ 33,1 mil.
O exemplo foi seguido por John M. Noel, diretor de uma afiliada da AIG, e James E. Rogers, diretor da Duke Energy, da Carolina do Norte.
Algumas empresas foram, segundo o "Times", especialmente generosas com um ou outro candidato. Três altos executivos do banco Merrill Lynch, recentemente vendido para o Bank of America, doaram US$ 28,5 mil cada para McCain. Dúzias de empregados do Goldman Sachs doaram mais de US$ 25 mil a Obama.
Obama teve mais de 600 doações de US$ 25 mil a US$ 33 mil em setembro. McCain recebeu um terço do número de grandes doações, mas em quantias maiores. No total, cada um recebeu cerca de 2.000 doações acima de US$ 25 mil neste ano.
McCain aceitou o financiamento público e recebeu do governo US$ 85 milhões para sua campanha nacional, mas ainda pode arrecadar fundos em comitês mistos. Obama, que rejeitou o financiamento público, arrecadou US$ 150 milhões em setembro. Apesar dos grandes cheques, ele foca a campanha em doações de US$ 5 e US$ 10.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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