Irã executou 33 mil opositores em um ano, dizem ativistas
da Efe, no Cairo
Um alto funcionário iraniano afirmou que o regime dos aiatolás executou 33.700 opositores políticos e intelectuais em uma campanha de repressão em 1988, informaram hoje ativistas iranianos pró-direitos humanos.
Um comunicado dos ativistas informa que, recentemente, surgiu um vídeo no qual um ex-alto funcionário do Ministério de Inteligência iraniano, identificado como Reza Malek, reconheceu que o órgão executou 33.700 pessoas no chamado "massacre de 1988".
Todas as vítimas eram prisioneiros políticos em prisões secretas e teriam sido assassinados e enterrados em valas comuns que, segundo o depoimento de Malek, poderiam chegar a 190, situadas em diferentes lugares do Irã, diz a nota.
Atualmente, há mais de cem prisões secretas e centros de tortura subordinados ao Ministério de Inteligência na capital iraniana, denunciaram os ativistas no texto.
As ONGs internacionais qualificam as execuções de 1988 como um massacre, já que o governo iraniano teria assassinado milhares de prisioneiros políticos detidos nas prisões do país deliberada e sistematicamente, através de execuções extrajudiciais, segundo a organização Human Rights Watch.
A Anistia Internacional (AI) estima que entre 4.500 e 5.000 prisioneiros foram assassinados entre agosto de 1988 e fevereiro de 1989, na maior campanha de repressão depois da revolução islâmica de 1979.


