Polícia prende suspeitos de ataque a hotel no Paquistão
colaboração para a Folha Online
A polícia paquistanesa prendeu quatro homens suspeitos de envolvimento no atentado suicida que destruiu o hotel Marriott, em Islamabad, no mês passado. O oficial da polícia Ahmad Latif disse nesta sexta-feira que os suspeitos teriam "envolvimento indireto" no ataque, que matou 53 pessoas e deixou mais de 260 feridas.
O oficial disse que eles foram presos em diferentes localidades da Província de Punjab, no leste do país. A polícia informou também que entre eles há um médico e um advogado investigados por vários crimes, mas que ainda não foram acusados formalmente.
| Mian Khursheed/Reuters |
![]() |
| O ataque deixou 53 mortos e mais de 260 feridos; um grupo islâmico assumiu a autoria |
Todos foram apresentados à corte de Rawalpindi sob forte esquema de segurança, com a face coberta, algemados e presos com correntes aos policiais. O juiz autorizou que a polícia os interrogasse por uma semana.
O atentado ao Marriott foi o ataque terrorista mais violento ocorrido no Paquistão, segundo o próprio governo. No último dia 20 de setembro, um caminhão-bomba explodiu perto da entrada do hotel, que pegou fogo e ficou totalmente destruído. Entre os mortos, havia três estrangeiros e o embaixador da República Tcheca.
Um pequeno e desconhecido grupo islâmico chamado Fedayeen Islã (Partidários do Islã, em tradução livre) reivindicou a autoria do atentado. Eles exigiram que o Paquistão pare de colaborar com os Estados Unidos no combate ao terrorismo, a retirada das bases americanas e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no país e o fim dos ataques dos EUA a áreas tribais na fronteira com o Afeganistão.
Com Reuters e Associated Press
Leia mais
- Suposto ataque dos EUA deixa sete mortos em zona tribal do Paquistão
- Paquistão reitera aos EUA compromisso na luta contra o terrorismo
- Bombardeios matam 70 insurgentes no norte do Paquistão
- Quatro policiais morrem em atentado suicida no Paquistão
- Líder taleban considerado morto se casa no Paquistão, diz jornal
Especial
Livraria


