EUA pedem que Farc soltem reféns e se negam a receber desertores
da Efe, em Bogotá
O embaixador americano na Colômbia, William Brownfield, pediu hoje às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que libertem reféns, mas disse que seu governo não vai receber ex-guerrilheiros desertores.
Após expressar sua satisfação com a fuga do ex-congressista Óscar Lizcano, o diplomata disse em Bogotá que "não há nenhum sistema legal, não há nenhuma religião, não há nenhuma ideologia ou filosofia que justifique o seqüestro de seres humanos".
"Libertem eles já", afirmou Brownfield perante a imprensa, um dia depois da assombrosa fuga de Lizcano junto ao carcereiro que o custodiava nas selvas do oeste colombiano.
O rebelde Wilson Bueno Largo, conhecido como Isaza, desertou na quinta-feira passada e escapou com Lizcano, seqüestrado pelas Farc em agosto de 2000.
A decisão de Isaza de ajudar Lizcano a escapar levou o presidente colombiano, Álvaro Uribe, a prometer uma recompensa e a França a oferecer amparo.
Brownfield disse ainda que Washington deseja contribuir com soluções para o conflito colombiano, embora não com alternativas de acolher ex-rebeldes.
"Cada país tem seu próprio sistema legal, sua própria Constituição, sua própria política e, nesse sentido, teríamos que pensar no efeito desses sistemas por nossa parte", explicou o embaixador.
Os EUA receberam ex-guerrilheiros das Farc extraditados e processados "por seqüestro e terrorismo", declarou Brownfield, ao descartar a possibilidade de dar amparo ou asilo a ex-membros do grupo rebelde.
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