Coréia do Norte ameaça transformar Coréia do Sul em "ruínas"
da Associated Press, em Seul
A Coréia do Norte ameaçou transformar a Coréia do Sul em "ruínas" como resposta ao que o país chamou de "atividades de confronto" planejadas por Seul. A ameaça foi feita no dia seguinte a conversas entre militares dos dois países na fronteira, o segundo contato oficial desde que as Coréias cortaram as relações, em fevereiro deste ano.
O governo de Pyongyang alertou que vai reagir caso as forças militares do país vizinho ameacem lançar um ataque em áreas onde são realizadas atividades nucleares no país. A Coréia do Norte também exige que ativistas do sul parem de distribuir material com críticas às lideranças do norte.
As relações entre as duas Coréias têm sido tensas desde que o presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-bak, tomou posse em fevereiro deste ano e endureceu o diálogo com o vizinho comunista. No início do mês, o comando militar da Coréia do Sul comunicou ao parlamento que um plano de ataque estava pronto, caso fosse constatada a intenção do país vizinho de usar armas atômicas próximo à fronteira.
Propaganda
A Coréia do Norte também exigiu que Seul pare de enviar propaganda contra o governo comunista, pedido que foi acatado. No entanto, o governo sul-coreano afirmou que não vai proibir ativistas de se expressarem a favor de um governo democrático.
Nesta segunda-feira, ativistas soltaram, na fronteira entre os dois países, balões de gás hélio contendo 100 mil panfletos com denúncias contra o governo comunista. O material também pedia aos norte-coreanos que se rebelassem contra o governo comunista.
A Coréia do Norte também criticou Seul por recentes comentários sobre a saúde do líder Kim. O ministro da Defesa sul-coreano, Lee Sang-hee, afirmou recentemente em Washington que Kim sofreu um derrame e foi submetido a uma cirurgia. Pyongyang desmentiu a informação e negou qualquer problema de saúde do líder norte-coreano, que tem 66 anos.
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