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Mulher acusada de adultério morre apedrejada na Somália
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colaboração para a Folha Online
Uma mulher somali acusada de adultério morreu apedrejada, nesta terça-feira, na Somália. Ela foi condenada pelos muçulmanos que dominam parte do país. É a primeira vez, em dois anos, que eles matam uma pessoa em público, disseram testemunhas.
A mulher, de 23 anos, foi enterrada em um buraco de pé e ficou apenas com a cabeça para fora. Ela morreu diante de centenas de pessoas em uma praça em Kismayu. A cidade portuária, localizada no sul do país, foi tomada pelos insurgentes islâmicos em agosto deste ano.
| Arte Folha Online/Arte Folha Online |
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As testemunhas relataram que, durante o apedrejamento, a mulher foi retirada do buraco três vezes para que os guardas verificassem se ela já estava morta. Quando um parente se aproximou, os guardas abriram fogo e mataram uma criança, ainda segundo as testemunhas.
"Nos disseram que ela mesma se submeteu à punição, mas nós pudemos ver ela gritando quando amarraram à força suas mãos e pernas", disse à agência Reuters Abdullahi Aden, um morador local.
A última vez que os radicais islâmicos realizaram esse tipo de condenação foi em 2006, quando tomaram o controle da capital Mogadício e de parte do sul do país. Eles foram derrubados do poder pelas forças aliadas da Somália e da Etiópia no final daquele ano. Desde então, os insurgentes têm realizado uma campanha de guerrilha para tomar de volta parte do território.
Os líderes islâmicos presentes no apedrejamento da mulher disseram que a mulher violou a lei islâmica. Eles prometeram ainda punir o guarda que matou a criança.
Governo
No domingo (26) líderes de oposição da Somália assinaram um pacto de cessar-fogo proposto pela ONU em Djibuti, país vizinho. Líderes insurgentes que atuam nas cidades, porém, rejeitaram o pacto. O ministro das Relações Exteriores da Etiópia --que mobilizou milhares de soldados para defender o governo da Somália-- disse que o conflito precisa uma solução política e não de segurança.
"Nós estamos esperançosos de que o acordo concluído em Djibuti anteontem, para cessar as hostilidades e também abrir a base para instituir a governabilidade, será aderido por todos", disse Seyom Mesfin em Nairóbi, no Quênia.
A última mostra dessas hostilidades foi a explosão de uma bomba nesta terça-feira na cidade de Merka, ao sul de Mogadício. O ataque deixou quatro pessoas mortas, entre elas o governador da região de Baixo Shabelle; um chefe da polícia também ficou ferido, disseram testemunhas.
Com Reuters
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