UE e ONU gastarão US$ 18 mi na proteção de trabalhadores imigrantes
da Efe, em Manila
A UE (União Européia) e as Nações Unidas vão destinar US$ 18 milhões à realização de um programa para a proteção dos trabalhadores imigrantes, cujo movimento deve ser restringido por causa da crise financeira mundial.
O programa foi anunciado em Manila no marco do Segundo Fórum Global para a Migração e Desenvolvimento, que será inaugurado nesta quarta-feira pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
O projeto pretende desenvolver a capacidade profissional dos imigrantes, estimular seus direitos entre os países e potencializar os serviços para a repatriação de seus ganhos fora de sua terra natal.
Gerhard Sabathil, funcionário da representação da Comissão Européia, disse que o programa será desenvolvido nos 16 países que fornecem maior quantidade de trabalhadores imigrantes.
A iniciativa conjunta começará quando surgirem sinais de que a crise financeira internacional obrigará alguns países a restringir a entrada de imigrantes na busca por emprego.
"Percebemos como são infrutíferas as simples políticas de proibição a respeito da imigração", disse o representante das Nações Unidas para a Migração, Peter Sutherland.
A presidente da Confederação Internacional de Sindicatos, Sharan Burrow, advertiu na segunda-feira que a crise financeira causará um aumento da imigração ilegal.
Segundo Borrow, existem atualmente 40 milhões de imigrantes ilegais, incluindo 10 milhões somente nos Estados Unidos.
O fórum, que tem caráter consultivo, é assistido por cerca de 15 ministros e vice-ministros de Imigração de países como Gana, África do Sul e Iraque.


