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29/10/2008 - 13h22

Universitários partidários de McCain tentam reverter desvantagem

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colaboração para a Folha Online

Estudantes americanos se mobilizam para reverter a vantagem do candidato democrata à Presidência da República, Barack Obama , nos campi das universidades, segundo reportagem do jornal "The New York Times".

Na edição desta terça-feira, o jornal relata casos como de Andrew Natalo, 21, da Universidade do Estado da Pensilvânia, que se prepara para mais uma reunião semanal do grupo de estudantes que apóiam o presidenciável republicano, John McCain . Ele conta que reservou uma sala grande, com capacidade para cem pessoas, e convidou colegas do grupo que apóia Obama para um debate amistoso.

AP/15.out.2008
Republicano John McCain tem menos apoio entre estudantes nos Estados Unidos
Republicano John McCain tem menos apoio entre estudantes nos Estados Unidos

"Eu desejo muito que eles apareçam", diz Natalo, um admirador do senador republicano. No entanto, apesar de todo o esforço, ele reconhece. "Obama claramente é mais popular no campus. Não há como negar", afirmou, em entrevista ao "NYT".

Segundo o jornal, muitos estudantes apóiam a candidatura de McCain e acreditam nos princípios conservadores, com a certeza de que eles garantem a correta condução política do País. No entanto, em muitas universidades, esses grupos são minoria, "um oásis em um deserto", na comparação com os apoiadores de Obama.

Perto dos jovens

Defensores de McCain são superados em quantidade por seus oponentes, que apareceram em número recorde nas sessões primárias. Entre os motivos para tal diferença, o jornal aponta a dificuldade da campanha republicana de usar tecnologias --como a internet-- para mobilizar os jovens. Além do mais, posições de McCain, como o voto favorável à guerra do Iraque, e o fato de ele ter admitido que não sabe usar um computador, o distancia dos jovens.

Neste mês, apenas 19 membros do grupo de apoiadores de McCain na universidade da Pensilvânia apareceram para os debates. Do lado de Obama, ninguém esteve presente, o que deixou frustrado o estudante Andrew Natalo. "Talvez tenha reservado uma sala do tamanho maior que o necessário", lamentou, com medo de que o fracasso se repita na próxima reunião.

No entanto, o comitê republicano nacional de estudantes afirmou que foi elaborada uma estratégia para atrair novos apoiadores, que mostrou resultados positivos. No início do segundo semestre, 100 mil novos membros foram recrutados. Atualmente, são 300 mil em mais de 1.900 campi. A campanha McCain afirma que não negligenciou os estudantes, mas admitiu que demorou para começar a mobilizar os jovens.

Por outro lado, o adversário Barack Obama deu atenção especial a esse eleitorado. Em 2006, o senador já havia usado o Facebook para campanha. O democrata hoje tem 2,2 milhões de apoiadores no site de relacionamento. Já a campanha de McCain criou, apenas em agosto, uma rede de relacionamento chamada "McCainSpace". No entanto, o site lista 23 comunidades --esportistas, americanos de origem asiática, advogados,etc.--, e nenhuma para estudantes.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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