Mundo
29/10/2008 - 13h18

Obama avança em Nevada e ganha força em mais dois Estados-pêndulo

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colaboração para a Folha Online

O Estado de Nevada, que elegeu republicanos em oito das últimas dez eleições presidenciais, poderá ter maioria de votos para o democrata Barack Obama no próximo dia 4 de novembro, de acordo com as pesquisas de intenção de voto compiladas pelo site Real Clear Politics. Nesta quarta-feira, o site registra mudança no cenário político do Estado --antes ele era considerado indefinido e, agora, tende a dar maioria a Obama.

Conforme o Real Clear Politics, Obama aparece à frente do rival, o republicano John McCain, em Nevada em quatro pesquisas divulgadas nos últimos dois dias. Uma delas, da Associated Press/GfK, mostra Obama com 52% dos votos e McCain com 40% --diferença de 12 pontos percentuais. Mais modesta, a Rasmussen dá 50% para Obama e 46% para McCain.

David Maxwell/Carolyn Kaster/Efe/AP
Os presidenciáveis dos EUA Barack Obama (esq.) e John McCain
Os presidenciáveis dos EUA Barack Obama (esq.) e John McCain

O avanço de Obama em Estados-pêndulo como Nevada --ou seja, que não têm preferência partidária-- é importante para a campanha democrata porque, nos EUA, a eleição é indireta.

Isso significa que o que define efetivamente quem será o próximo presidente é a votação dos delegados do Colégio Eleitoral. Cada Estado tem um número de delegados proporcional à sua população. Esses delegados costumam votar de acordo com a votação popular, embora não sejam obrigados.

Com isso, se a maioria dos eleitores de Nevada realmente escolher Obama, ele ganha mais cinco votos --o total de Nevada-- no Colégio Eleitoral.

Segundo a projeção do Real Clear Politics, se a eleição fosse hoje, Obama teria 311 votos no Colégio Eleitoral --o mínimo necessário para vencer são 270-- e McCain teria 157. Outros 70 votos pertencem a Estados cuja preferência permanece desconhecida --Montana, Dakota do Norte, Missouri, Indiana, Carolina do Norte e Flórida.

Pesquisas

Sondagem feita pela Universidade de Quinnipiac, que fica na região de Nova York, mostra Obama consolidando a vantagem em outros dois Estados-pêndulo, Ohio e Pensilvânia. Na Flórida, no entanto, a disputa ainda é acirrada.

Pela sondagem, em Ohio, Obama venceria McCain, por 51% a 42%; enquanto na Pensilvânia ele venceria por 53% a 41%. Na Flórida, a diferença é de dois pontos para o democrata, 47% a 45%. A sondagem foi feita entre os dias 22 e 26 de outubro.

O último candidato à Presidência a vencer nesses três Estados foi o republicano Ronald Reagan, em 1980.

Votação antecipada

Em alguns Estados dos EUA, as votações já começaram. Mais de 12 milhões de eleitores americanos já votaram nas eleições presidenciais. Na Flórida (sudeste do país), 44,7% dos democratas votaram antecipadamente, contra 40% republicanos. Em Iowa (centro do país), foram 49,4% eleitores democratas contra 28,3% republicanos. Na Louisiana (sul), a relação foi de 57,9% contra 29,4%.

Desde o dia 22 de setembro, eleitores de diversos Estados americanos foram liberados para ir às urnas ou votar por e-mail. A idéia é dividir o dia da votação em um período maior e evitar um grande movimento de eleitores em novembro. Ao todo, 31 Estados americanos permitem votação antecipada por comparecimento.

Os analistas afirmam que o voto antecipado pode beneficiar Obama em Estados onde o democrata aparece na frente. O resultado é feito com base em eleições anteriores que demonstraram que o eleitor dos democratas é mais "precavido" que os republicanos.

Arte/Folha Online
Estimativa considera que os delegados de cada Estado votarão conforme a escolha da maioria dos eleitores
Estimativa considera que os delegados de cada Estado votarão conforme a escolha da maioria dos eleitores
Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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