Mundo
29/10/2008 - 22h47

McCain pede pressão sobre Cuba para liberar presos políticos

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da Efe

O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, disse nesta quarta-feira, em Miami, que é fundamental manter a "pressão" sobre o governo cubano até conseguir a libertação de todos os presos políticos.

Carolyn Kaster-28.10.2008/AP
"[McCain ironiza discurso socialista de Obama; democrata diz que "divide brinquedos"]":http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u461927.shtml
McCain ironiza discurso socialista de Obama; democrata diz que "divide brinquedos"

"Temos que manter a pressão sobre Cuba até conseguir que os presos políticos sejam libertados e que sejam convocadas eleições livres", disse McCain na emissora de rádio La Kalle 98.3, de Miami.

O senador pelo Arizona assegurou contar, para isso, com a ajuda dos congressistas cubano-americanos Lincoln e Mario Díaz-Balart e Ileana Ros-Lehtinen. "Confio nele para conseguir a libertação dos presos", afirmou McCain.

Após essa condição ser cumprida, os EUA ajudarão Cuba "de qualquer maneira possível", acrescentou.

Enquanto isso, em entrevista à Agência Efe na sede das Nações Unidas, o ministro das Relações Exteriores cubano, Felipe Pérez Roque, reiterou hoje que a libertação de presos políticos "é um tema que não faz parte de qualquer negociação".

Na entrevista à rádio La Kalle 98.3, McCain criticou a rejeição frontal do governo cubano à ajuda oferecida pelos EUA para atenuar a destruição causada pela recente passagem dos furacões "Ike" e "Gustav" pela ilha.

Diálogos

O governo cubano está "mai interessado em conservar o poder que no benefício do povo", afirmou o candidato republicano. McCain também criticou seu adversário democrata, Barack Obama, porque, em sua opinião, está disposto a "sentar" para dialogar sem condições prévias com o presidente da ilha, Raúl Castro.

Após brincar sobre um possível encontro com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, McCain ironizou, ao dizer que "não se sentaria com ele, mas que poderiam falar por telefone". Questionado sobre o que diria a Chávez, McCain destacou que faria entender que "o povo venezuelano merece algo muito melhor".

McCain está em visita à Flórida, considerado um Estado-chave para o candidato republicano nas eleições da próxima terça-feira. Nesta manhã, ele participou de um comício ao oeste de Miami, em um armazém de material de construção, para ir, mais tarde, à cidade de Tampa, em um último esforço para estimular seus eleitores e atrair o voto dos indecisos e independentes.

O candidato republicano afirmou ainda que os planos econômicos expostos por Obama são de caráter socialista. As políticas econômicas do candidato presidencial democrata são "claramente as que encontramos em outros países que poderíamos descrever como socialistas", disse McCain.

Frente a essa fórmula, McCain propôs uma política econômica que facilite a criação de postos de trabalho e melhore a educação dos menores. "É justo tomar o dinheiro das pessoas cujas famílias investiram em economias ou planos de aposentadoria?", questionou McCain.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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